500 Funchais - Cidade Pessoal

Estreia segunda-feira na RTP-Madeira depois do Culturalmente. Uma produção Die4films Audiovisuais. Acompanhe o blog da série em http://500funchais.blogspot.com
“De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas”
Italo Calvino
A cidade é uma construção no espaço, mas tão vasta que os nossos sentidos deixam de alcançar o espaço quando este existe mais além. Apreendemos, por isso, a cidade por partes e nesse processo a nossa mente retém as memórias e os significados mais importantes, que mais nos marcam ao longo da vida, de algum modo associando-os ao espaço que suporta fisicamente esses acontecimentos; estabelecem-se assim relações com partes da cidade, as quais se transformam nas mais significantes. Nada se conhece em si próprio, mas sim em relação ao seu meio ambiente, à cadeia precedente de acontecimentos, à recordação de experiências passadas.
Na década de 70 o urbanista Kevin Lynch criou uma metodologia que permite aos indivíduos a construção de um mapa mental da cidade. Apesar de construirmos uma imagem muito pessoal da urbe, tal idealização baseia-se em realidades materiais concretas resultantes do modo como os indivíduos observam, percebem e transitam no espaço urbano.
O material transforma-se em simbólico, traçamos as fronteiras da nossa cidade pessoal com base em elementos estruturadores do ponto de vista geográfico, mas que para nós possuem um significado pessoal.
A “nossa” cidade é diversa da cidade geográfica… Uma rua, uma margem… uma maneira pessoal de sentir a cidade...
A arquitectura de Barcelona não é apenas o Gaudí. A arquitectura do Funchal não é só a Sé Catedral. É também as casas das pessoas, as ruas que lhes dão acesso, os prédios que aqui existiam antigamente.
O discurso surge num tom informal, em trânsito pela cidade, percorrendo os seus passeios, ruas, jardins, edifícios, que marcam a vivência pessoal do convidado. Aqui é o guia da sua cidade.
Percorremos o Funchal das memórias que povoam o seu percurso do dia-a-dia. O café que frequenta, a banca de jornal, a esquina que o viu crescer, o jardim do primeiro beijo, as ruas das tropelias de infância, o edifício onde o homem se tornou no profissional.

2 Comments:
Obrigada pela referência deixada no charco. Tentarei acompanhar o programa uma vez que me parece interessante.
Um abraço
29/6/08 11:08
É melhor das sortes!
30/6/08 22:25
Enviar um comentário
<< Home