Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

quinta-feira, março 13, 2008

O que acontecerá à Revolução Cubana agora?



No preciso momento estou a ler um livro que me foi oferecido por uma amiga no Natal que passou, e nada mais interessante do que estar a lê-lo tendo em conta os acontecimentos recentes que concernem à mais famosa ilha das Caraíbas. Não vale a pena fazer grandes referências à situação da ilha desde que Fidel Castro assumiu o poder, visto que de uma forma ou de outra ninguém é indiferente à sua história e impacto no panorama mundial do século XX. Com maior ou menor pormenor todos sabemos o que representa Cuba e a sua Revolução.

Aparte de ideologias ou fervores políticas, o que me intrigou no livro, sendo esta a vertente que me interessa focar, foi o relato da longa e intrigante amizade que une dois grandes ícones do século XX, nomeadamente Fidel Castro e Garcia Marquez. Desconhecia tamanha amizade (para aqueles que já o sabiam perdoem-me a ignorância) que coloca lado a lado duas figuras de grande destaque da América Latina, cada um à sua maneira, que fizeram história.

Sou fã da literatura latino-americana, contudo, não me considero uma autêntica fã dos livros de Garcia Marquez. Admiro-o enquanto escritor, mas não será este um autor de eleição da minha parte. Não obstante, e à medida que dedico a minha leitura a este livro sobre a amizade de Fidel e Gabo, não consigo deixar de pensar que muito provavelmente terei que ler as suas obras novamente, visto que estarei mais contextualizada com a forma e motivação que o leva a escrever. Talvez o tenha mal interpretado ou então não tenha atingido as verdadeiras mensagens dos seus livros. Gabo passou a ser na minha cabeça, aquilo a que chamo de cínico tanto para o bem como para o mal… Se lerem o livro, e aconselho-o essencialmente pela vertente didáctica do mesmo sobre uma dada época histórica, perceberão porque o considero cínico.

Ao longo do livro, e como não podia deixar de ser, são mencionadas um sem número de figuras da camada política e intelectual. Entre eles e este é quem quero referir, uma vez que o título deste post é “o que acontecerá à Revolução Cubana agora?”, é o irmão de Castro, Raul Castro.
Até ler o livro a opinião que tinha quanto às possíveis orientações de Cuba nos próximos tempos com Raul Castro à frente da Ilha, eram outras. Depois de lê-lo começo a ter uma percepção que até então não tinha. A esperada abertura ao “mundo” não sei se acontecerá… Todavia as perguntas pairam no meu pensamento, se será que vai haver uma mudança na linha política deste irmão mais novo, ou manter-se-á o mesmo esquema que reina desde a década de ’60 do século XX nesta ilha das Caraíbas? Estarão só à espera que Fidel morra, ou a sua morte não terá impacto no futuro da Ilha?

 
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