Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Sem titulo

Inventava personagens com nomes muito literários..... afinal, num romance ninguém se chamava simplesmente José, Manuel ou António... Aboliu então as Marias Freitas as Anas da Silva e as Carlas Pereira. Nos seus livros reinariam as Joanas Cardas os Josés Anaiços, as Ludmilas Lopes de Almeida, as Marias Monfortes e os Teodoricos Raposos. Queria ser mais Hermann Hesse e menos Margarida Rebelo Pinto.

O seu grande sonho? Ver a sua obra vendida numa colecção de jornal a €4,99! Ser mais um entre outros tantos que por terem a lombada em sequência colorida concordante ficam bem em qualquer estante. Um livro daqueles que ninguém lê mas que fica bem ter em casa, não vá chegar alguém que também o tem e nunca abriu e o referir como o livro da sua vida:


  • Kafka?? Adoro Kafka! Li o Processo com oito anos! Aos três a minha mãe lia-me a Metamorfose antes de dormir!

  • Agora percebo o tua fobia a insectos!

  • Insectos!?

  • Sim.. era uma piada por causa do...

  • !??

  • Esquece....


Almejava ser um escritor inacessível, chato, de leitura obrigatória numa cadeira de Literatura Contemporânea Abstracta. O seu romance seria alvo de acalorados debates, entre tragos de cerveja e absinto, no Zé dos Bois, no Labirntho e no Maria Vai Com as Outras:


  • Um verdadeiro hino ao declínio da crença nas metanarrativas! O romance que define o sentir da era Pós-moderna! Sem duvida o Kerouac da geração Dinky!

  • Eu não gostei... é uma obra característica de um preexistencialismo burguês machista! Além do mais ignora completamente as variáveis metafisicas que conduzem as interacções particulares entre o It e o Self. das personagens!

  • Ehhh... Eu li.... mas confesso que não percebi nada...

  • Humpf... Simplório!


Rejeitaria o Nobel! Não daria entrevistas! Seria um colosso! A primeira edição do sua obra prima, a tal de €4,99, valeria mais que a do Harry Potter no leilão da Sotheby's,! A seu tempo a Bíblia perderia o trono de livro mais impresso e menos folheado do Mundo!

Personagens já tinha, enredo era o menos... Só lhe escapava um titulo daqueles que citamos de forma automática quando alguém pergunta:


  • Qual é o livro da tua vida...?

  • O/A ___________________!

Desistiu.... deu-se conta que os bons nomes para livros que toda a gente tem, quase ninguém lê, e ainda menos percebem, já haviam sido impressos nas lombadas de cores concordantes que davam um ar harmonioso as estantes da sua sala....

segunda-feira, janeiro 28, 2008

"Fascistas e Zaragateiros". BASTAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!

BASTA!!! BASTA DE FAVORZINHOS, COMPADRIOS E FAVORECIMENTOS! BASTA!!! À semelhança da nova campanha publicitária do "Pingo Doce", também digo que JÁ BASTA de assitir sempre aos mesmos discursos políticos por parte do Governo Regional, estou cansada dos argumentos "são todos uns fascistas" ou "os de Lisboa", sempre que alguém ou algum partido decide expressar-se contra as teias políticas da Madeira. Para mim BASTA!!!

Isto a propósito dos cartazes que se espalharam pelo Funchal com a imagem do "padrinho" personificando Alberto João Jardim como o "padrinho" da máfia regional. Todos os que se oponham ou queiram opôr-se são "fascistas" e "zaragateiros", são uns "invejosos" na perspectiva do partido que é maioria absoluta na ilha. Já chega de ter que ligar a televisão e ter que ouvir mais um punhado de barbaridades e ofensas que saem da boca do nosso líder regional. Porque "zaragateiro" aqui só há UM, e "fascista" segundo sei também já o foi em tempos!!!!

Como madeirense tenho muito orgulho na minha ilha, na obra que lá foi, indiscutivelmente, feita! Sei apontar as virtudes, assim como os seus defeitos! Mas BASTA de ter que ouvir o mesmo "disco riscado" over and over again!!!! Há, efectivamente, um défice democrático na ilha, não há pluralidade de opinião porque se teme! Essa é a realidade!!!

É indubitável, quer se simpatize ou não com o líder regional, que o governo de Sócrates "persegue" a Madeira. Ex.mo Senhor primeiro-ministro, na Madeira não se está a pedir favorecimentos, mas somente o que nos cabe por direito, ao contrário dos favorecimentos que foram concedidos em quase todos os governos PS que antecederam o seu!

A política "fede"...

Cinema: Ennemies Intimes (1987)

Um enredo simples:

Numa sala de cinema isolada, dois homens que lutam pela mesma mulher, marido e amante, são obrigados a unir forças para resistir a um bando de desordeiros que quer invadir o edifico, para ajustar contas em relação a um incidente provocado por um deles.

Onde é que eu já vi isto? Assalto a 13ª Esquadra do John Carpenter, e inúmeros filmes de índios e cowboys. Logo, à partida, este filme de 1987, de um realizador francês pouco conhecido sem uma cinematografia de referência, não traz nada de novo. Não é um filme memorável, daqueles que ficaram nos anais do cinema. No IMDB não levanta qualquer tipo de discussão nem é aconselhado ou apupado por ninguém. Não tem trailer noYoutube e no poderoso Google é difícil encontrar informação acerca do mesmo. No entanto é um filme que desde os meus oito ou nove anos de idade ansiei ver. “Tropecei” no mesmo este fim-de-semana!

Tenho a certeza que este filme, apesar de obscuro, também povoou, desde a infância, a imaginação de alguns dos leitores deste humilde espaço, eis algumas imagens:

quinta-feira, janeiro 10, 2008

"Ninguém vive sem emoções"

(...)"As experiências da nossa vida farão de nós o que somos? Não tenho uma resposta peremptória. Gostaria de ter, mas não a encaro como uma mera questão e de resposta simples. Á partida seria fácil a resposta, visto que a tendência será responder afirmativamente. Impulsivamente e sem cautelas a resposta seria afirmativa. Contudo, quando me debruço com maior seriedade sobre a questão, concluo que não há linearidade na mesma e que afinal não tenho uma resposta categórica.
Partilho, todavia, da perspectiva de que todas as experiências têm a sua relevância. Creio que as experiências fazem parte de nós, mas não o que somos. Por outras palavras, diria que fazem parte da nossa existência, mas não da nossa essência.

As experiências transmitem-nos sensações, que se resumem em duas palavras, leveza e peso, a boa e a má sensação respectivamente. E quando nenhuma delas se manifesta, haverá outra? Não sei, mas talvez a apatia, inércia?! Será que conseguirei transformar a dualidade abordada por Kundera no seu romance “ a insustentável leveza do ser”, e torná-la triangular? Não será essa a minha intenção, até porque a abordagem de Kundera não é aquela que pretendo, visto que não estou a incidir sobre a liberdade humana, a de concretamente optar ou não pelo compromisso.
A problemática na minha cabeça é outra, consistindo directamente nas experiências e consequentes reacções e sentimentos face às mesmas. O que é que nos leva a sentir a leveza, o peso ou até mesmo a apatia?

A mentira…como nos sentimos quando nos mentem ou quando mentimos? Alguns dirão que dependerá da mentira. Mas há mentiras boas e mentiras más? Não surtirão todas elas a mesma sensação? A de peso? Há quem distinga a “mentira inofensiva” ou a “mentira branca”, da “mentira grave”, mas ninguém gosta de ser falsamente persuadido ainda que inofensivamente, mesmo que recorra a essa mentirinha de quando em vez para se safar de alguma situação com a qual não se sinta muito à vontade, sabendo que tal não terá repercussões graves na esfera de outrem. Esse é afinal o argumento de peso de quem a dá, pois ainda que uma mentira seja sempre uma mentira, melhor aquelas que não prejudicarão aqueles a quem espetámos a peta.
Depois deste raciocínio simplista, creio que a conclusão seja a de que independentemente do grau da mentira, em regra nunca nos sentimos inteiramente à vontade quando o fazemos, revelando o tal peso, denominado tantas vezes por “peso na consciência”. E esse desconforto deve-se a quê? Antes de mais, diria que aos valores que nos são incutidos desde tenra idade, porque todos sabemos que mentir é “feio” e que se o fizermos seremos castigados, ou então sabemos que se o fizermos suscitar-se-ão problemas de confiança. Esta é uma das primeiras lições que nos dão, quase antes mesmo de sabermos andar.

Mas e a verdade? Far-nos-á sentir sempre leves? Não creio… ainda que saibamos que, e em consideração a uma série de valores e factores, esta tenha sido a decisão certa. Será esta uma das explicações para o facto de tornar-se mais fácil mentir do que dizer a verdade em determinadas situações? Há quem diga que uma mentira poderá fazer alguém feliz, mas uma verdade poderá magoar muito mais. As verdades são o que são, verdades! Realidades “nuas e cruas”, são sinceras mesmo que a verdade de uns não seja a verdade de outros. A intencionalidade é o que as distingue, independentemente das diferentes e divergentes versões. Quantas vezes acontece estar um número de pessoas a observar a mesma situação e quando a reproduzem surgem com versões diferentes, mas com a convicção da sua verdade?! Duas pessoas no mesmo sitio, na mesma situação, mas com visões diferentes do ocorrido! A verdade é que um deles há-de prestar atenção a pormenores que o outro nem se deu conta, e vice-versa.
Uma realidade, várias verdades e nenhum mentiroso!

Rompendo agora com a minha linha de pensamento e deturpando-a, gostaria de saber se também não existe a “mentira altruísta”? Confusos? Reparem que a intencionalidade mantém-se continuando este a ser o meu critério de aferição. Não obstante, serão todas as mentiras “maldosas”? Obviamente que o alcance da mentira é sempre diferente do da verdade, é ponto assente que quando se mente há, efectivamente, uma falsidade subjacente. Mas a minha questão é se essa falsidade é sempre negativa, colocando de lado o significado depreciativo que o vocábulo obviamente tem, e se não há um altruísmo que só será preponderante se o escondermos atrás de uma mentira? Atenção que as situações nestes casos, pelo menos na minha cabeça, são muito específicas, por isso não generalizar, porque desse modo o meu argumento perderá toda a validade. Eu consigo lembrar-me de algumas mas poucas situações em que tal acontece, casos de fronteira é claro. Não explicitarei nenhum porque cabe a cada um definir as suas fronteiras…definir a sua leveza ou o seu peso…

E a apatia, terá relevância? Já se abordou os extremos, que de vez em quando até se tocam. Mas a apatia, como ponto de equilíbrio ou desajuste profundo? Será a apatia a mais desequilibrada, a que nos causa insensibilidade tal que nem reacção temos. Não há peso, não há leveza, não há basicamente nada… quando a mentira não incomoda, quando a verdade não dita a diferença, quando tudo é insonso, letárgico.
A propósito, vi uma publicidade que dizia, “ninguém vive sem emoções” e cogitei sobre a mesma, sendo que sem necessidade de grande ponderação, e com convicção absoluta conclui que uma vida não se vive sem emoções! Vale a pena viver para sentir, porque de outro modo também não faz sentido…"(...)

terça-feira, janeiro 08, 2008

Nova aplicação instalada- deseja reiniciar o sistema?


O bater das doze badaladas do 31 de Dezembro, faz-me evocar aquele som característico do computador quando o Windows se reinicia. Com efeito nessa noite damos por nós a fazer uma espécie de reset ao nosso sistema operativo pessoal. Juramos que agora é que vai ser! O tal upgrade pessoal não passa deste ano, vamos desinstalar todo o software que prejudica o nosso sistema operativo tornando-o lento e incapaz de processar um PES 2008 sem começar a arfar.

Vamos resistir mais aos inputs que engordam o disco, maximizando os outputs de forma a mante-lo o menos cheio possível e em caso de exagero prometemos efectuar logo uma desfragmentação!

De uma forma geral, até nos preocupamos em seguir tais premissas nos primeiros dias do ano, mas a coisa torna-se chata e quando damos por nós a máquina continua na mesma!

Mas a grande novidade este ano é que resolveram dar uma ajudinha na árdua tarefa de cumprir as nossas promessas e foi lançado um novo protocolo de acesso à maior parte dos sites, que impossibilita a utilização dos chamados portable devices que nos permitiam passar os momentos de maior tédio navegando, ou satisfazer o vicio de realizar uns uploads de fotos que contribuem para a epidemia que afecta a net... o cancro do Hi5!

Sábado passado resolvi visitar alguns sites para testar o novo protocolo. No http://www.cafedoteatro.com/, uma vez que é um site com licença GNU GPL, a utilização dos tais periféricos é permitida sem restrições à excepção de uma pequena área fechada do site que, por razões de compatibilidade com o servidor que o aloja, adoptou o sistema de copyright com as inevitáveis consequências a nível de rede para os aparelhos referidos.

No http://www.discotecavespas.com/, é totalmente vedada a utilização de aparelhos sem fios. No entanto a quem não resistir a consultar o e-mail é facultada uma password que permite voltar a aceder ao site sem ter que fazer novo registo. Aqui o aumento da largura de banda e a atracção de novos utilizadores é evidente. O site está mais leve, e livre dos efeitos da radiação magnética que enchiam o ar, permitindo uma navegação agradável. O meu maior receio é que a falta do zumbido de fundo das PSP's que eram ligadas amiúde naquele espaço, possibilite a evidência de ruídos muito mais desagradaveis: o equivalente informático a refogado de cebola e a outros ruídos de natureza mais escatológica...

Por mim vou aproveitar o novo protocolo e ver se fico de vez offline, confesso que só senti falta de um bom download de software prejudicial ao sistema operativo quando soube que facultavam a tal password para voltar a entrar, mas como não tinha comigo a PSP não tive acesso ao wireless...

Moral da história jogar PSP, mandar SMS´s, utilizar PDA.s pode ser um acto social, só sentimos falta quando os outros ligam o bluetooth ou o WLAN partilhando connosco (literalmente) umas musiquinhas em formato MP3 e uns GIF's animados inúteis. Apesar de me entupir o disco e correr o risco de crashar de vez, não resisto ao toque do Crazy Frog se mais alguém o tiver a tocar!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Fumadores... afinal já existe um roteiro!

O ano de 2008, como é por todos sabido, começou com algumas mudanças sendo que uma delas é a nova lei que inibe os fumadores de sacarem o seu cigarrito livremente, onde quer que se encontrem. De agora em diante, há que prestar atenção aos autocolantes, vermelhito ou azulito, que estão à entrada dos estabelecimentos, e que nos indicam se é possivel fumar ou não.

O google disponibilizou um programa que é acessivel a qualquer um que queira acrescentar informações relativamente aos estabelecimentos (restaurantes, bares, e outros espaços) onde se pode fumar. Portanto, quem quiser pode facultar a informação e assim facilita o trabalho aos fumadores que andam muitas vezes de porta em porta em busca de um autocolante azul. Fica a dica, para fumadores e não fumadores que queiram contribuir.

Contudo, há um blogue, de seu nome "Apdeites" para quem não tenha conhecimento, que disponibilizou o "roteiro dos fumadores", onde já existe informação nesse sentido.

 
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