Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

sexta-feira, agosto 31, 2007

Férias-um parênteses na normalidade

Regresso de férias… 2 semaninhas e meia para retemperar as forças e a sanidade mental, 12 dias na paradisíaca ilha do Porto Santo a apanhar banhos de vento e nuvens. Enfim, não se pode exigir a perfeição. Confesso que é daqueles sítios onde é impensável não passar pelo menos um fim-de-semana no verão Só me falta entender o porquê deste inevitável retorno pois a nível de qualidade serviços e simpatia dos locais acho que ficava melhor servido em Cabul. Chamem-me exigente mas quando pago quase 25 Euros por um jantar, daqueles de prato grande e pouca comida, é que as poucas batatas e miniaturas de verdura não sejam ultracongeladas. A máxima “o cliente tem sempre razão”, Em Porto Santo é transformada em “o cliente que se cale bem caladinho porque à hora de jantar arranjar mesa num restaurante é mais difícil que encontrar uma virgem numa montra do red light district de Amesterdão.”. Ok, sou masoquista!Mas há coisas pelas quais vale a pena o inevitável retorno… a companhia dos amigos, uma praia de deslumbre, a pacatez animada de uma pequena cidade em pleno Verão. Por isso quem não conhece, não desanime com as descrição… são pormenores que rapidamente obliteramos da memória assim que pisamos a areia fina da praia.
Pena que uma ilha com tanto potencial turístico, caía na falácia do lucro a todo o custo. A falta de concorrência não devia ser pretexto para o descurar de um serviço de excelência. Quem sabe, com o florescer de novos empreendimentos, (alguns caracterizados pelo excesso mas isso são outras histórias) com o aumento da concorrência as altitudes para atrair o cliente mudem para melhor. Não sei se é picuice a mais, mas quando peço gelo para deitar na bebida e me respondem “pode até ficar chateado, mas não vou voltar atrás só para buscar gelo porque tenho outras mesas para servir” fico algo incomodado…
Mea culpa por não ter reclamado e exigido o serviço que paguei, mas de férias não estou para me chatear… Foi o meu pequeno contributo para a reprodução e perenização de um velho costume madeirense… “come e cala-te!” Até quando?

 
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