Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

segunda-feira, julho 30, 2007

Está a chegar aquela altura do ano de novo....


sexta-feira, julho 27, 2007

Um outro tipo de linguagem...

"Os actos falam mais alto do que as palavras", esta é uma expressão recorrentemente usada. A substituição da linguagem verbal por meio de outros tipos de linguagem, concretamente a linguagem fotográfica (sobre a qual debruçar-me-ei) foi algo que sempre me fascinou. Assim sendo, "uma imagem valerá mais do que mil palavras"?

O fotojornalismo é provavelmente o meio que mais impacto tem tido sobre nós. Nas últimas décadas, ou talvez no último século, são feitas reportagens fotográficas que têm a capacidade de nos alertar para uma série de acontecimentos que ocorrem globalmente e que nem um texto tem a capacidade de nos elucidar. A fotografia automaticamente prende a nossa atenção e suscita de imediato emoções.
Já tinha partilhado anteriormente convosco o trabalho, daquele que considero ser um dos melhores fotojornalistas de sempre. Ainda que alguns possam considerar que o trabalho de Sebastião Salgado seja uma exploração da desgraça alheia numa tentativa de chocar o observador, creio que poucos existem com a habilidade e a arte do mesmo para tão bem captar os momentos e sentimentos que tornam as suas fotografias absolutamente singulares.

A fotografia tem de facto um importante papel nos dias de hoje, funciona como um arquivo da nossa memória e que nos permite recordar momentos que passaram, mesmo para quem não faz da fotografia uma arte. A tecnologia tem-se desenvolvido muito nesta área, e hoje em dia a máquina digital é absolutamente banal, atrevo-me a dizer que é quase um brinquedo. Confesso que sou um bocado aversa às máquinas digitais e resisto em ter uma. O momento da revelação e de surpresa deixou de ser parte do processo. Até porque com as digitais somos capazes de repetir a mesma fotografia vezes sem conta até acharmos que estamos “bem”, minimamente fotogénicos para mais tarde recordar. Se não estivermos “bem” é só carregar no “delete”, ou então recorrer ao “Photoshop” que dá sempre jeito para retocar alguns detalhes dos quais gostamos menos. E os álbuns acabam por ser substituídos pelos ficheiros no computador.

Para findar, creio que há "imagens que valem mais do que mil palavras"!

P.S:A propósito, sei que esteve em exibição no Funchal no Teatro Municipal uma exposição do “World Press Photo”. Alguém deu um pulinho até lá?





quinta-feira, julho 26, 2007

Rafaela Fernandes- Best of, B-sides and rarities

“Na Madeira já não basta ter cartão laranja, agora é preciso competência”
In, Noticias da Madeira 2006 (alguém que me elucide da data...)

"As mulheres madeirenses já não precisam de ir a Espanha para realizar um aborto. Agora já podem realiza-lo em Lisboa ou no Porto que a viagem é mais barata".
In ,Telejornal RTP-Madeira 14/07/2007

"a função das mulheres é a procriação"

"(...)passar um atestado de menoridade e de ignorância às mulheres madeirenses que não precisam desta lei para tomar uma decisão destas», pois «quando precisavam de fazer abortos iam lá fora.».
in, Assembleia Legislativa da Madeira 24/07/2007

“Acha que alguma adolescente se dirige a um hospital público? O aborto clandestino sempre houve. As clínicas espanholas sabem muito bem porque estão a investir em Portugal.”
In, DN-Lisboa 28/07/2007

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segunda-feira, julho 23, 2007

As onze no farol- um conto de desencont(r)o…

As onze no farol… uma hora que não chega, num sítio que apenas existe na memória da vertigem de uma varanda, com vista sobre futuros díspares...

Ele…

Acordem-me um pouco antes das onze.. tenho que lá estar na hora certa,…naquela hora em que a noite já ganhou o seu tom mais negro… a hora em que o efémero se disfarça de definitivo…

As onze no farol, uma luz que quebra o breu... às onze…hora em que a noite é noite… fracção de tempo diminuta entre o anoitecer e o amanhecer… Depois da hora já é tarde demais…. um novo dia aproxima-se…encontra-me esta noite..… às onze no farol..…

Talvez te vislumbre quando o raio de luz na sua rotação constante te ilumine a face por um segundo… Vou tentar não piscar os olhos….

Se não vieres não mo digas…. Quero acreditar que pestanejei…. Que a maresia invadiu o meu olfacto e camuflou o teu perfume…. que o barulho do vento e do mar não me deixou ouvir a tua voz quando gritaste o meu nome…

11:01….Percorro com o olhar o circulo que a luz transcreve….pestanejo…. Grito o teu nome… não encontro resposta

11:02… Olho para a lente que amplifica a luz bruxuleante avivando a chama….

11:03… Ceguei… Não te vejo, não te ouço, não sinto o teu aroma no ar….

Ela…

Às onze no farol… as ondas não me deixam aproximar da praia… tenho medo de naufragar de novo… vejo a tua silhueta reflectida no foco de luz… Não me viste acenando?

O vento sopra o teu grito na minha direcção… respondo de volta um cheguei que não te chega… o vento sopra para longe o meu grito…

Às onze no farol… porque escolheste esta hora? Porque na hora mais negra? Não me vês?? Desespero… porque escolheste esta hora???A corrente afasta-me …. Porque escolheste esta praia??

Às onze no farol…. Agora percebo….Tinhas medo que não viesse…. A luz do dia é bela na proporcionalidade directa da sua crueldade… põe a nu as ausências…não deixa margem ao conforto angustiante da incerteza….

11:01: Às onze no farol…. Eu viria a qualquer hora…. Mas às onze no farol as ondas metem-me medo e a maré afasta-me da praia… eu vejo-te eu oiço-te, sinto o teu aroma no colo do vento… Não te consigo alcançar …

11:02: A tua sombra açambarca-me quando o foco de luz incide sobre o meu frágil batel…… Abraço o teu vulto por um segundo…. Eu queria chegar a tua praia, mas tenho medo que as ondas me esmaguem contra as rochas…. Porque raio escolheste esta praia, esta hora??

11:03: A tua silhueta prostrada ante o foco de luz…. Deixo-me levar pela corrente.... com medo de naufragar de novo….

Fim? Acorda-me quando o sol raiar....

sexta-feira, julho 20, 2007

Uma vez português, para sempre ignorante?

Um desabafo:

Queria neste pequeno texto demonstrar a minha indignação pelo facto dos portugueses, continuarem a serem como são.

O povo lusitano têm, sem margens para dúvidas, um carácter peculiar. Tem imensas virtudes, e reconhecidas capacidades. São um povo acolhedor, respeitoso, disponível, e todos aqueles adjectivos que os estrangeiros utilizam para nos classificar. O português gosta de mandar, adora saber que acha que tem poder, adora dar ordens àqueles que acha que estão subordinados. O português esquece-se, porém, que também é preciso saber mandar... O português tem opinião para tudo, tem ideias sobretudo e todos. Vivem num estado de complacência produtiva, mas quando lhe perguntam uma coisa, não se retraem a responder. O português esquece-se que muitas das vezes não tem conhecimento sobre quase nada e portanto, mais valia estar calado. O português é sem dúvida um indivíduo comodista, sem grandes preocupações e quando as tem resolve com o calão e a má educação. Ora, isto pode ser visto das duas maneiras, ou apanhamos alguns tiques do republicanismo, "esse regime de coisas" segundo Vasco Pulido Valente, que se instalou de forma virulenta sem legitimidade e quando o povo mal sabia distinguir um boletim de voto com o papel da mercearia, ou então estamos a ganhar novos carácteres na personalidade social. Como muitos de vós deveis saber, o republicanismo foi instaurado em Portugal a 5 de Outubro de 1910. Anterior a esse período, o nosso país era uma gaffe em termos parlamentares. O rotativismo imperava e continuou a imperar até à chegada do Dr. Salazar, o clientelismo e o caciquismo perdurava. Os vicíos desse corrupto sistema parece que ainda não foram ultrapassados.

Isto tudo para dizer que, durante uma vergonhosa aula numa universidade de Portugal, fui testemunha e interveniente num episódio hilariante que colmatou com a minha observação de que a pedagogia dos docentes vale menos que um Fiat Panda. Ora estavamos numa aula a discutir assuntos internacionais, inseridos num continente específico. A conversa ia bem, até ao momento em que o docente se lembra de estabelecer uma comparação sociológica entre o português, vulgo povo latino, e os povos escandinávos ou nórdicos. Ao povo latino jorravam benesses e elogios (o que não ponho em causa), aos nórdicos começou por dizer que partilhavam um carácter social frio, sem grandes amizades e capazes de denunciar o seu próprio amigo se estes tivessem faltado ao seu compromisso fiscal, o pagamento de impostos...ao que completa com, "os portugueses são pessoas melhores, não fazem isso a um amigo..." Ora, moi men e um colega, estupidificados por tal afirmação, insurgimo-nos e perguntamos ao professor onde estava a pedagogia ao qual ele nos respondeu, "voçê não sabe de nada".... posteriormente prontificou-se a emendar o raciocínio e concluiu rectificando que não era bem aquilo que ele queria dizer...Pois bem, temos um docente que não se sente injustiçado, se um amigo não exercer essa responsabilidade social... Esta frase do "voçê não sabe de nada", havia já sido repetida anteriormente quando o mesmo docente numa outra circunstância pretendendo iniciar uma discussão com um colega, utilizou esta agora famosa forma de pedagogia.

Alguém se lembra do que Afonso Costa, este pseudo-idóneo republicano, disse quando chefiava a delegação portuguesa na Conferência de Versalhes em 1919, após substituir o génio do Dr. Egas Moniz? Ora Portugal que havia participado na guerra, ficava de fora da SDN - o nosso país sofria um período de marginalização internacional fruto da tomada de poder republicano - e a Espanha que se havia declarado neutral é convidada a participar na Aliança. Sentido-se injustiçado e enfurecido, Afonso Costa no "arauto da sua inteligência" lembra-se de reclamar: "Se Portugal não entra, então devolvam-nos Olivença!!" Mais tarde ouve uma frase em Lisboa, "voçê não sabe de nada!".

Mais algum candidato para a Direcção Regional de Educação do Norte?

quinta-feira, julho 12, 2007

Gotan Project

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Tango, Jazz e música electrónica caracterizam este grupo musical, composto por três músicos de origem suíça, francesa e argentina.
Tive o prazer de vê-los ao vivo, há quase um ano, no Coliseu dos Recreios. Sem dúvida o melhor concerto a que alguma vez fui!!!
Fica a dica musical.

Pérolas Perdidas




“A Madeira já foi o Havai do Atlântico, agora é a Amadora da Macarronésia “


Baltasar Aguiar, Deputado do PND, durante a discussão do Programa de Governo

 
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