Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

sexta-feira, maio 11, 2007

Uma vez mais… Viagens!



Desta vez a ida foi até ao Oriente, cultura mística e que tanta curiosidade desperta nos Ocidentais. A odisseia começou em Lisboa ás 05:00 da manhã, 2 horas antes do “boarding” com destino a Amesterdão. De Lisboa a Amesterdão foram 3 horas de viagem, que se seguiram de mais outras 3 horas de espera, que antecediam as outras 12 de voo até chegar a Hong Kong. Com ainda mais 30 minutos de comboio do aeroporto até ao cais, esperava-nos mais 1 hora em cima de todas as outras, mas desta vez de barco, e “voilá” chegámos ao “final destiny”: Macau!
Não façam as contas porque faltar-vos-á vontade de fazer a viagem e acreditem que vale a pena.

Hábitos culturais muito diferentes e muita gente de olhos em bico, esta foi a primeira impressão que tive! Nunca preenchi tanto papel na minha vida com os meus dados pessoais, enquanto cidadã portuguesa, para além da quantidade de postos de controlo de passaportes. Os chineses não se coíbem na burocracia!
Em qualquer uma das cidades que referi, é patente a presença dos colonizadores: portugueses e ingleses. Especialmente na forma como as cidades foram desenhadas. A famosa calçada portuguesa e os autocarros de dois andares bem típicos destes dois países, bem lá do outro lado do mundo. E lamento informar que para comer comida chinesa, é mesmo necessário ir à China! É porque não tem nada a ver com os “típicos” restaurantes chineses que se proliferaram por Portugal.

Macau, região especial administrativa da China, parece uma mini Las Vegas. Casinos atrás de casinos são construídos pelos chineses e norte-americanos. Confesso que fui tentar a minha sorte, mas a única coisa que consegui trazer de lá foi a lembrança dos hong kong dollars que levava no bolso e que lá deixei ficar. Já agora e a propósito, a moeda macaense é a pataca, mas e como por norma os hong kong dollars valem mais, nos casinos não se aceitam patacas. Mas valeu a diversão, porque desta vez e sem pagar, ainda tive direito a um inesperado espectáculo do cantor (talvez americano ou inglês, não sei bem…) que decidiu cantar e exibir o seu baixo-ventre nas suas calças de cabedal apertadinhas, para a minha pessoa! Bem ao estilo do George Michael…
Na memória trago de Macau, em especial, os Templos das Deusas com o cheiro dos incensos e os jardins que são de uma beleza invulgar. Assim como as placas das ruas que são bilingues. As Ruínas de São Paulo e o Leal Senado dão uma beleza especial a Macau.

A cidade de Hong Kong é uma grande metrópole, mas saindo do centro da cidade com direcção a “Stanley Market” a viagem é encantadora, porque nem a uma hora de distância vemos praias e ilhas dispersas pelo oceano que tão bem compõem a paisagem. E como não poderia deixar de ser e porque é da praxe, fomos ao Pico de Hong Kong (“The Peak”) onde se tem uma bela visão de toda a cidade.

De referir, que ir à China e não ir ás compras não tem piada nenhuma… Pois é, depois de pagarmos o visto fomos à parte chinesa que faz fronteira com Macau e que já não é nenhuma região administrativa especial, mas directamente obediente a Pequim. Logo nos postos de controlo de passaportes e do visto senti a diferença de não estar numa região especial administrativa! As caras sisudas e nada simpáticas da polícia impõem respeito. Mas uma vez do outro lado da fronteira: Bem-vinda ao mundo da contrafacção! Ir ás compras é mesmo uma experiência inesquecível, regatear preços requer mesmo técnica. A minha cicerone no Oriente, amiga com quem fiz a viagem e que já lá viveu antes de entrar na Faculdade onde nos conhecemos, sabia bem os truques todos. Foi o que valeu, porque sozinha seria bem enganada!

Fica aqui uma pequena ideia daquilo que esta parte do Oriente pode reservar-vos, ainda que fiquem muitas mais coisas por dizer. Gostaria de regressar ao território, mas ás cidades mais imponentes como Pequim e Xangai, bem como à mítica Muralha da China. Quanto ao regresso, o mesmo trajecto mas ao contrário com as mesmas horas de viagem, com a única diferença de que a viagem do Ocidente para o Oriente parti num dia e cheguei no dia seguinte. Do Oriente para o Ocidente parti e cheguei no mesmo dia, visto que nos separam 7 horas de diferença horária, 7 horas essas que temos a menos.

P.S:Lá não existem os comportamentos politicamente correctos com que estamos habituados. Se tiveres aflito dos intestinos deita o gás cá para fora, porque guardá-los não faz sentido (peidar à vontade), os arrotos também não se guardam. Bocejar e tapar a boca não hábito e meter os dedos no nariz mesmo que se esteja a almoçar não tem mal nenhum…

1 Comments:

Blogger MB said...

Eh lá grande viagem... eu não fui para tão longe mas também vi chineses... e partes de chineses... Dá um salto ao Palácio dos Condes do Restelo vale a pena! Bodies the exhibition

14/5/07 04:11

 

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