Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

quinta-feira, maio 03, 2007

Por uma verdadeira politica cultural na Madeira I

A cultura segundo Goldmann, é definida como a articulação entre o saber constituído e a experiência existencial. Logo a obra cultural é a materialização do saber, do modo de ver, de pensar e agir do criador. Nesta lógica os consumidores com a mesma visão do mundo do criador identificam-se com a obra. Verifica-se uma homologia entre a dimensão material e a dimensão ideal, que traduzindo para a linguagem Bourdiana assinala a homologia entre as estruturas mentais do consumidor cultural e a posição social que este ocupa na estrutura de classes. O gosto, os consumos realizados a nível cultural está então eminentemente ligado às condições sociais e económicas que caracterizam determinada posição dentro do campo cultural.
Dentro deste campo específico o indivíduo ocupa determinada posição de acordo com o peso relativo do capital que possui e a valorização que este tem dentro de um campo específico. É este capital que define as probabilidades de ganho no campo. O campo cultural obedece também a esta lógica, Existe uma luta entre dominantes e d dominados em que os primeiros tentam impor a sua visão de cultura, que ao tornar-se dominante é legitimada.. `we a partir deste pressuposto que surge a ideia restrita, que ainda hoje prevalece, de cultura como cultura cultivada imposta por aqueles que dominam o campo.
Esta visão um pouco simplificade de uma realidade muito mais complexa, é também verdadeira no caso da sociedade Madeirense. Nos últimos anos assistiu-se a um proliferar de equipamentos culturais acessíveis a todos (?).. O problema é que ficamos por aí, paramos na segunda geração de politicas culturais, a da democratização cultural. A lógica é a seguinte: as infraestruturais existem, a oferta existe (?) todos podem usufruir a cultura esta democratizada! Ma é preciso mais que democratizar, possibilitar o acesso a… Há que promover uma terceira geração de politicas culturais, instaurar a verdadeira democracia cultural! É precisamente nessa transição que o peso dos que dominam o campo cultural regional se faz sentir de forma mais premente.

No proximo post analisaremos de forma profunda a realidade em termos de politica cultural na R.A.M.

 
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