Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

terça-feira, abril 24, 2007

Vai tudo abaixo!!



O terrorismo de entretenimento chega a Portugal. Por muito que o tema seja penoso para muita gente... está muito bom!! :)

sexta-feira, abril 20, 2007

In dependentes



Apelam ao voto da esquerda descontente, já a preparar o abraço à direita. O MPT (Movimento Partido do Tacho), recrutou delegados para as mesas de voto. Surpresa (ou não), parte são jovens militantes da JSD…. Comentários para que…

domingo, abril 15, 2007

A Guerra dos Mundos


Avizinha-se uma guerra de culturas a nível global, guerra essa que se não for evitada será travada tanto nos desertos do Iraque como nas ruas de Paris. Trata-se da guerra entre o ocidente e o islão, e embora no seu esforço pelo politicamente correcto os meios de comunicação, população e entidades politicas mainstream evite assumi-lo a todo o custo, a verdade é que, também graças à obsessão pelo politicamente correcto, este choque de culturas se poderá transformar numa verdadeira guerra. Sempre acreditei que a comunidade islâmica nas sociedades ocidentais tem o seu lugar da mesma forma que as comunidades cristãs, budistas, ateias e até sportinguistas ou qualquer outra, uma vez que sou um profundo defensor da total laicidade do estado. No entanto cada vez mais surgem-nos relatos de muçulmanos radicais, nascidos e criados no ocidente, que fazem a apologia da destruição das sociedades ocidentais que os criaram e a instauração da lei islâmica (em Inglaterra há por exemplo um movimento que defende a instauração da lei islâmica no Reino Unido!!).


Radicais sempre os houve, mas verdade é que a atitude das autoridades e das sociedades ocidentais perante estas "minorias" parece-me cada vez mais perigosa. A obsessão pelo politicamente correcto corre o risco de extremar posições. Nos Estados Unidos tornou-se noticia recentemente uma não noticia: um canal de tendências claramente de direita noticiou que investigou a cobertura noticiosa do assassinato indiscriminado de 5 pessoas, demonstrando como os meios de comunicação moderados fizeram todos os possiveis por esconder o facto de que o responsável era uma muçulmano exilado da Bosnia, que frequentava regularmente uma mesquita e que testemunhas oculares afirmam que aquando da matança à facada gritava descontoladamente "Alá Achbah!!!". Não pondo em causa que o individuo estava fora de si e que a religião provavelmente nada terá a ver com o sucedido, a verdade é que o facto de se esconder essa parte da estória deixa a ideia na sociedade de que há uma espécie de complô por parte dos media para proteger os muçulmanos. Mas este "tratamento especial" não se resume aos media: na Alemanha um grupo de três irmãos turcos assassinou a irmã porque esta decidiu ser mãe solteira, trazendo assim vergonha para a familia segundo a lei islâmica. Aceitando que se tratava de um crime de honra relativamente justificado pelas crenças dos homicidas, um juiz alemão condenou um dos homens a 6 (!!) anos de prisão e os outros a uma pena suspensa. Também na Alemanha uma juiza recusou conceder o divórcio a uma mulher muçulmana que era espancada pelo marido sob o pretexto de que o casal havia celebrado matrimónio em Marrocos sob a lei islâmica pelo que a violência física por parte do conjuge era previsível e... aceitável. Estes, e outros relatos, se não forem devidamente discutidos correm o risco de fazer crescer nas sociedades uma sensação de mal estar e de repudio face às comunidades que mais cedo ou mais tarde explodirão sob a forma de conflito social. O silêncio sobre os assuntos tratados como tabú e a obsessão pelo politicamente correcto correm o risco de fazer cerscer a antipatia face às comunidade muçulmana como um cancro. Não sendo psicólogo (nem sociológo ao contrário do nosso amigo MB) acredito que uma sociedade reaja no seu todo de forma semelhante a um individuo, e é puro bom senso que um indivíduo deve falar (com os amigos, com a familia, com um psicologo) sobre aquilo que o preocupa e atormenta, em vez de se manter calado a "remoer" com os seus pensamentos e sentimentos, sob o risco de que todos esses pensamentos e frustrações venham todos ao de cima mais tarde com consequências bem mais nefastas.

As práticas exemplificadas em cima são o tipo de comportamento que empurra os moderados para os extremos radicais. Se este sentimento cresce na sociedade e os moderados obcecados pelo politicamente correcto não falam sobre ele, as pessoas virar-se-ão para aqueles que falam: os extremistas. Considerando-me um moderado, acredito que todas as pessoas que vivam num país que não o seu (falando também por experiência própria), devem procurar respeitar e adaptar-se ao máximo às regras de conduta, leis e costumes do país/cultura/região anfitrião. No entanto surgem cada vez mais elementos das comunidades islâmicas a contestar e a quebrar as regras dos países ocidentais, e no entanto o tratamento que vêm recebendo é de compreensão e de aceitação do desrespeito pelo modo de vida ocidental como "diferenças culturais". Concerteza que qualquer ocidental que passeie nas ruas da Arábia saudita de Bikini não será compreendida como uma "diferença cultural" (mais provavelmente será presa ou apedrejada). Pelo contrário, parece-me que a Europa sente uma espécie de remorso colectivo face ao seu passado e especificamente às cruzadas, pelo que a unica forma que encontra para enfrentar o problema é ignorá-lo.

Aquando do assassinato do cineasta holandês Theo Van Gogh - que apareceu morto com uma faca no coração onde se encontrava um manifesto anti-ocidente de 5 páginas, após ter sido baleado mais de 20 vezes numa rua de Amsterdão - devido a um documentário considerado ofensivo pelo islão, numa manifestação de pesar pela sua morte alguém escreveu numa parede junto ao local onde estava a ser velado "Não matarás". O governo holandês apreessou-se a mandar pintar essa parede, uma vez que a frase poderia ser entendida como uma afronta aos muçulmanos. Ora esta frase é um principio fulcral na identidade ocidental (naturalmente por influência cristã). Se a frase "não matarás" é temida por poder ofender os muçulmanos, parece-me um sinal claro de que o ocidente, e fundamentalmente a Europa, enfrenta um sério problema que se recusa a resolver, desejando à boca fechada que ele desapareça por si só. No entanto no Reino Unido muçulmanos fazem manifestações à porta de igrejas anglicanas enquanto lá dentro decorrem cerimónias religiosas, e a unica atitude que é tomada pelas autoridades é o envio de escoltas policias para os proteger.
Há aqui um duplo tratamento óbvio, e creio que sinceramente quem está errado somos nós (ocidente). Com a obsessão da aceitação das diferenças culturais e o politicamente correcto, já se discute no Canadá e no Reino Unido a possibilidade da instauração de regimes jurídicos de excepção para as acomunidades muçulmanas, baseados na lei islâmica. Este é o tipo de atitude que corre seriamente o risco de pouco a pouco empurrar os moderados para os extremos.
Eu pessoalmente aceito todas as religiões e credos como parte óbvia da liberdade individual da democracia. No entanto faz também parte da democracia o pressuposto de que todos são iguais aos olhos da lei, pelo que não há lugar à lei selectiva. É a minha crença que estes problemas apenas podem ser ultrapassados através de muito diálogo e discussão através dos vários meandros da sociedade, sob pena de que se não forem assunto agora, sê-lo-ão mais tarde quando o conflito chegar às ruas, e acredito que com o actual rumo de desenvolvimentos, mais cedo ou mais tarde lá chegarão.


Felizmente em Portugal, como sempre país de brandos custumes, este não me parece ser um problema verdadeira ou pelo menos imediatamente pertinente, mas esta realidade, afectando sociedades que nos são tão proximas como a inglesa, alemã e francesa (os americanos não são tão politicamente correctos, também porque são por natureza menos moderados) também terá as suas consequencias no nosso país. Por este motivo deixo o meu apelo a todos os moderados que falem, discutam, e oiçam... para que os extremistas não fiquem com o monópolio deste tópico potencialmente catastrófico para o mundo ocidental.

segunda-feira, abril 09, 2007

Santos da casa.....

Coloco aqui na íntegra uma carta do leitor que hoje vem no Diário de Noticias da Madeira:

Numa conversa de café, com um amigo de um amigo, oiço estarrecido o que configurou ser uma daquelas cenas de fantasia americana: o amigo do meu amigo era um dos elementos da equipa de marketing - parece que constituída por cinco indivíduos - que há já algum tempo se fixaram na Madeira com tudo pago, até ao dia 6 de Maio, mais um 'cachet' chorudo, para se ocuparem da imagem de um pretenso candidato a governar a Madeira.O problema maior, dizia ele, não seria o de escrever os discursos que o candidato em cada momento vai lendo, ou usando como guião, nem sequer o dinheiro - porque eles têm muita massa para gastar -, o problema é mesmo a imagem atarracada do candidato que lá vão tentando disfarçar com fatos escuros e camisas brancas. Nos cartazes sempre vão maquilhando e disfarçando com retoques de computador, o pior é que, mesmo com a ideia de o candidato ser servido por um formal Mercedes preto, quando sai do carro não lhe conseguem disfarçar o aspecto pequenote e com falta de porte à altura da sua ambição. Aí também o Jardim lhe ganha com grande vantagem. Perante o aspecto jovem do 'especialista' perguntei-lhe: - Você é formado nas áreas da comunicação? Apesar de ser ainda jovem, já deve ser experiente nestas andanças. Qual não foi o meu espanto quando dei conta que de facto era formado, mas em Direito, tendo aceite esta aventura por estar sem emprego e ter sido convidado também por um jovem amigo da JS nacional para ganhar uns trocos na Madeira.

Independentemente da credibilidade do texto proponho dois pontos de reflexão:

Primeiro: Pondo de parte as questões de eficácia das campanhas a nível de influência na decisão de voto, pergunto até que ponto é viável a transposição para a realidade regional de modelos de marketing político que não têm em conta as especificidades locais.

Segundo: Como é que é possível por na mão de indivíduos que, além da falta de formação na área, desconhecem de todo os mecanismos de funcionamento da sociedade madeirense, a imagem de uma candidatura?

Não sou apologista de um retorno ao senso comum enquanto fonte priviligeada de descodificação da realidade, mas neste caso, antes a aplicação do que diz a intuição do que a tentativa de implementação de tipos-ideais, no sentido weberiano do termo, sem ter em conta o contexto e objecto de aplicação.... Tipos-ideais são prototipos perfeitos de uma realidade, servem apenas de paradigma de comparação e análise. Dois erros então, não perceberam que a musica aqui era outra, e que o vinil é contaminado por aquele ruido de fundo que lhe dá alma, longe da natureza asséptica do som digital....

 
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