Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

quinta-feira, setembro 28, 2006

Itália...



Como sabem um dos meus temas privilegiados de dissertação no blog são as viagens. Sendo que é já quase um hábito depois de todos os verões, fazer uma sugestão aos leitores do blog, tentando de algum modo, através das minhas experiências pessoais, mostrar aquilo que poderá esperar-vos nos destinos por onde passei, e quem sabe lhes apeteça dar um saltinho até lá (onde quer que isso seja…).
A Itália é um destino extremamente turístico, quase toda a gente que ainda não foi gostava de ter ido, e mesmo os que já lá foram gostariam de regressar. É muito recorrente ouvirmos as pessoas dizerem que adorariam lá ir e que não morrerão sem lá ir! Sempre percebi o porquê de tanto fascínio por aquele país, especialmente para quem se considera um amante das artes.

Percorrer a Itália um pouco de norte a sul, dá-nos uma ideia dos contrastes de grande relevo que existem naquele país. Daquilo que sempre aprendera e ouvira na escola, sempre tivera consciência de que a “bota” era um país assimétrico ao nível de desenvolvimento e de mentalidades. Contrastes entre um norte e um sul, um deveras industrializado e outro deveras rural respectivamente. E confirma-se, de facto, o que era já um dado adquirido, ainda que não tivesse à espera que essas diferenças fossem assim tão abismais!
Não há sombra para dúvidas que o verdadeiro motor da economia italiana se situa no norte. Tive, inclusivamente, a sensação de estar a percorrer dois países diferentes, um de extrema riqueza e outro não tão rico.
E por falar no sul, aquando da minha chegada à cidade de Nápoles (o mais a sul onde fui) tive o choque, literalmente, o choque da minha vida! Uma cidade absolutamente degradada, com lixo por todo o lado, com um trânsito simplesmente caótico. Curiosamente e como me foi depois explicado, naquela cidade a empresa encarregue da recolha do lixo e manutenção da cidade está em litígio com a câmara municipal há três anos! Já imaginaram que tal fosse possível? Mas o que mais me choca é não se arranjarem alternativas!?! É só um indício de que não precisam de todo o turismo que têm, uma vez que até se dão ao luxo de maltratar potenciais locais de turismo…
Ainda assim, é tanto, mas tanto o fluxo de turismo que tirem lá da vossa cabeça conseguir tirar uma fotografia onde não apareçam mais umas vinte ou trinta pessoas que não conhecem de parte alguma! Um dos exemplos mais flagrantes é sem dúvida a cidade de Veneza. Que turbilhão, que multidão de gente! Um misto de línguas, raças e nacionalidades.

E porque não dá para relatar todos os pormenores da viagem, vou tentar cingir-me aos sítios que mais recomendo, aqueles com passagem obrigatória. Começando pela cidade de Roma, que é óbvio que se recomenda, ainda que deva confessar que a capital italiana não foi a cidade que mais gostei. Alias, até me senti um pouco ultrajada por ser uma cidade muito suja, com os condutores mais stressados e incumpridores das regras de trânsito que alguma vez vi. Contudo, e como devem imaginar, é uma cidade absolutamente fenomenal no que concerne à arte. A quantidade de praças, de fontes e edifícios que datam à época dos romanos é simplesmente imperdível. Parecem “brotar” por toda a cidade como se de ervas daninhas se tratasse, imaginem a riqueza que é…
Igualmente imperdível é a cidade de Florença, diferente de Roma, mas igualmente muito importante. Recomendo vivamente, foi a minha cidade italiana preferida. É especial, se quiserem saber mais, não hesitem em passar por lá.
Nápoles foi das minhas maiores decepções pelos motivos que acima referi, mas essencialmente por ser frustrante ver o potencial daquela baía lindíssima, com o Vesúvio ali a marcar presença voltado para o mediterrâneo e com um punhado de ilhas, nomeadamente a ilha de Capri a delinear a paisagem. Se forem a Nápoles dêem um saltinho até Pompeia, que se recomenda! Mais para norte, a cidade de Veneza, sem dúvida que merece a nossa visita. É uma cidade peculiar e diferente de todas aquelas a que já fui. É interessante estar no meio da Praça de São Marcos e vê-la a encher de água quando a maré sobe. Para além de que é quase obrigatório passear nas míticas gôndolas.
Entre estas que acabo de referir, não preterir cidades como Siena, Assis, Pádua, Pisa, Bolonha, e sem dúvida a parte mais a norte junto aos Alpes.

Como devem ter notado pouco ou nada disse, mas o post está já extenso em demasia. Todavia, espero que o pouco dito vos alicie a viajar pela bela Itália.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Remember, remember the 11th of September....

Intervalo do telejornal, nunca tive paciência para publicidade, agarrei o comando carreguei num botão e numa fracção imperceptível de tempo o canal mudou e com ele o mundo. Uma torre fumegante e ao canto direito do ecrã surge um avião... O resto da história já conhecem, viram com os próprios olhos, têm uma memória cronológica detalhada do que aconteceu, guardam a imagem da bola de fogo, do colapso das torres, dos gritos,, das faces de desespero, da avalanche de poeira a correr pelas ruas, do silêncio pontuado pelo som das sirenes de alarme, sobrepostas pelas palavras frenéticas do comentador . Tenho a certeza que conseguem invocar o arrepio que sentiram. Tudo isto faz parte da memória da nossa geração, conseguem relacionar-se com o evento de uma forma pessoal, faz parte da nossa memória individual e ao mesmo tempo da nossa memória colectiva.

Halbwach definiu esta memória colectiva como uma corrente de pensamento continuo, que não tem nada de artificial e hetero-imposto, uma vez que retém do passado apenas o que ainda está “vivo” e é capaz de se manter assim na consciência do grupo que viveu o acontecimento, que o mantém presente.

Com efeito, na nossa memória colectiva não existem linhas de separação traçadas como acontece na História. O presente não se opõe ao passado, como quando distinguimos dois períodos históricos próximos. Mas como esta memória assenta sobre um grupo limitado no espaço e no tempo inevitavelmente passará à “História” adquirindo um caracter Universal. As gerações vindouras irão apenas ter acesso às interpretações do acontecimento, a significados hetero-impostos, porque como sabemos a história veicula sempre as visões e pretensões daqueles que a registam.

Não tenho memória do 25 de Abril de 1974, tudo o que sei retive do discurso de terceiros, de visões pessoais de quem o viveu e do que é transmitido pela História. Vi imagens, ouvi testemunhos emocionados, mas por mais que tente, não consigo alcançar o que terá sido vivê-lo. Não sei o que é viver com medo e por conseguinte é-me difícil entender, como os Meninos de Huambo “o que custou a liberdade.” Mas guardo-a como um tesouro, como uma herança, porque felizmente a nossa geração tem o privilégio de contactar directamente com aqueles que a sonharam e alcançaram. Mas jamais saberei o que sente alguém desse tempo, quando ouve “Grândola Vila Morena”... A ponte 25 de Abril, nunca foi para mim Ponte António de Oliveira Salazar.

No pós 11 de Setembro tentam nos roubar um pouco dessa herança, de um momento para o outro inventaram uma nova espada de Damocles para nos manter controlados. Corremos o risco de passar às gerações futuras apenas a ilusão da liberdade, censura disfarçada pelo prefixo auto...

(texto originalmente publicado por mim em gesflup.blogspot.com)

Atrocidades...




Já se passaram cinco anos desde os atentados, como é genericamente conhecido, ás Torres Gémeas na cidade de Nova Iorque. As imagens recorrentes dos embates contra as torres é algo que jamais esqueceremos.
Á parte de posições políticas, de simpatias para com os E.U.A ou antipatia para com o seu actual presidente, de teorias da conspiração, o que ocorreu no dia 11 de setembro d 2001 chocou e abalou o mundo. Nada nem nenhum "Deus" justifica tamanha crueldade. É certo que a esta pudémos assistir em directo, o que nos torna mais vulneráveis a juízos de valor mais extremistas contra os próprios extermistas!
Não esqueçamos, contudo, que muitas outras existiram e existem. Muitas que convenientemente foram esquecidas ou que pura e simplesmente não são noticiadas.
Quero frisar que condeno qualquer tipo de acção extremista proveniente seja lá de que quadrante for!
Com isto quero deixar saliente que as vítimas do 11 de setembro merecem ser tão recordadas como as vítimas de Hiroshima. Apesar de mais distantes no tempo são igualmente atrocidades cometidas pelo Homem contra o Homem!
O ser humano é notável pelo melhor e absolutamente desprezível pelo pior...

sábado, setembro 02, 2006

Em exibição, todos os dias num areal próximo de si!


You woke up this morning
Got yourself a gun,
Mama always said you'd be
The Chosen One.

 
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