Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Filosofia "barata"

Do nada e sem motivo aparente o inesperado surge e damos por nós a questionar aquilo que nunca fora até então questionado, abalando uma série de certezas que pensávamos serem garantias, certezas inabaláveis e inquestionáveis.
Um dia aparentemente normal, como todos os outros, pode transformar a nossa vida permitindo-nos ver aquilo que nunca víramos até então. Despertamos de forma cruel, partidas que a mente, ou outra coisa qualquer, nos prega.
Sabemos que aquilo que nos pode esperar não é lá grande coisa, nem tão pouco melhor que aquilo que temos, mas mesmo assim queremos ver, experimentar. Será essa a natureza do Ser Humano? Seremos Nós, intrinsecamente, seres emocionalmente inadaptados?

O que é que se faz nessas circunstâncias? Segue-se o que o momento nos indica para fazer, mas e se for uma partida de facto? Ou então, ignora-se até que passe, mas e se persistir? Arrisca-se ou permanecemos na dúvida?
Pode-se cometer a maior loucura da vida e ser bom ainda que não perdure. Mas também pode não ser assim tanta a loucura e deixarmos que as oportunidades se escapulem, e ser demasiado tarde para agarrar a oportunidade que nos bateu à porta e não soubemos agarrar por puro medo, ou hesitação.
Já toda a gente sentiu em dado momento da sua vida esta sensação. O ser humano é definitivamente o ser mais inadaptado que existe. São os prós e os contras de ser a raça que pensa, que tem intelecto… capacidade essa que em muitas ocasiões não nos permite progredir por pensarmos de mais. Paradoxo?!

Como é que é possível sentir saudade de algo que nunca tivemos?
Há um sentimento de nostalgia relativamente a sentimentos futuros que porventura gostaríamos que se realizassem. Mais um paradoxo? De facto, é um tanto ou quanto incongruente o pensamento de nostalgia quanto a sentimentos futuros, absolutamente contraditório diria.
Através do sentimento de dejá vu parece que entramos numa vida paralela à nossa, aquele sentimento de já ter estado numa dada altura num lugar que nos é totalmente estranho mas ao mesmo tempo conhecido. Aquele pensamento do nunca estive aqui, é impossível ter estado aqui, mas sinto que este lugar me é familiar.
A mente prega-nos partidas interessantes, permite-nos viajar no mundo que é a nossa cabeça. É um divertimento, mas, ás vezes, um autêntico tormento…

O intelecto de facto é complicado, mas é giro senão de outro mundo não estaria aqui a dissertar com estas minhas filosofias baratas.
Se tiverem juízo não perderão o vosso precioso tempo a ler este post!

4 Comments:

Blogger MB said...

uiii rapariga.... isso deve ser efeitos de paulo coelho a mais... Engraçado ao ler temos a sensação de como o escreveste, de um folego sem olhar para trás... parece um texto de escrita automatica... pode ate ser como tu chamas "filosofia barata" mas tá muito bem conseguido... escrita a 100 à hora, vertiginosa

8/1/06 03:46

 
Blogger stanica said...

Mb: Se me dizes que parece muito Paulo Coelho fico desalentada!:P Não sou muito fã, apreciadora do escritor brasileiro!
Mas obrigada na mesma pela crítica positiva. Foi de facto vertiginosamente escrito:once I started didn't look back!!!

9/1/06 00:43

 
Blogger MB said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

9/1/06 03:48

 
Blogger MB said...

Cara stanica, não queria dizer que parecia Paulo coelho... nem de perto nem de longe! referi-o no sentido da tua auto-entitulada filosofia barata do qual ele é o mestre!:D Gostei imenso do texto, principlmente pela ansia com que o escreveste, com o ritmo bem vincado no texto.:)

9/1/06 03:49

 

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