Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

quarta-feira, janeiro 25, 2006


Retirei esta imagem do jornal o "público", e tive que partilhá-la aqui no blog. Este senhor todo "pintado" é um adepto da República Democrática do Congo que faz um gesto ameaçador aquando da entrada da equipa angolana em campo na competição da Taça das Nações Africanas.
O jogo terminou empatado, como terá reagido este adepto mais fervoroso, ou, nervoso? ;)

"Match Point"

"Match Point" de Woody Allen um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos. Fui, portanto, ao cinema ver se o filme correspondia à crítica. Já que a maioria da crítica revelou-se positiva ao tão aguardado filme do ícone norte-americano.
Primeiro, é sempre muito estranho ver um filme de Woody Allen sem que o mesmo participe como é já tradição, um marco dos seus filmes. Para além de que houve mais uma inovação, visto que a história não se passou em Nova Iorque mas sim em Londres.

Quando saí do cinema, tive aquela sensação muito estranha de não saber se tinha ou não gostado do filme. Pessoalmente, creio que foi uma decepção. Achei giro, mas não creio que seja um muito bom filme, nem tão pouco fará jus à crítica positiva que teve.
Desde o argumento à realização não achei nada de especial, é um filme banal de 2 horas, que bem podiam ser encurtadas. Não vi grandes desempenhos dos actores, acho que estiveram à altura do filme: não estiveram mal, mas podia ser melhor.

Resumindo não aconselho vivamente quem queira ir ver ao cinema, mas também não deixo de recomendar que o vejam, nem que seja em casa, porque a história tem a sua graça. Acrescentando que uma das melhores partes do filme é quase no fim, foi a única surpresa que houve. Mas se estão curiosos vejam.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

vícios

Uma boa justificação para começar a ter maus vícios é o stress. O tabaco então é o vício, provavelmente com maior número de adeptos. Outros como roer as unhas, ir para as compras gastar dinheiro como se de uma terapia se tratasse, comer descontroladamente até “rebentar”. Estes e muitos mais vícios existem. Todos eles com a particularidade de não terem nada de positivo, de serem nocivos e mesmo assim conseguem ter o efeito de nos fazer sentir melhor.
Eu própria tenho os meus vícios, mas pus-me a pensar no porquê das pessoas encontrarem um abrigo e se sentirem relaxadas com acções que lhes são prejudiciais?
Não sei explicar, mas partilho também dessa sensação.

Porquê fumar para relaxar, a nicotina terá algum efeito secundário de relaxamento para além de encher os pulmões de fumo? Comer até "rebentar as costuras" e sentir vontade de vomitar é relaxante? Estoirar o dinheiro nas compras e encher o armário de roupa e comer sopinhas o resto do mês é terapêutico? Roer as unhas até à carne e provocar feridas que ardem como o caraças, será relaxante?

Não tenho explicação científica para isto, mas parece que o ser humano tem uma tendência auto-destrutiva para fazer sentir-se melhor. Trocando por miúdos: quanto pior, melhor!!!Antagónico? Absolutamente!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Turquia na U.E.?

Um dos temas mais falados da actualidade será uma possível integração da Turquia no espaço comunitário. É um tema controverso, apesar da maioria dos europeus ainda não ter uma opinião formada relativamente a esta questão. Tomarei parte nesta controvérsia como defensora de uma não integração da Turquia no espaço europeu, vou relevar os aspectos que considero negativos e pertinentes para afirmar a minha posição. Quero, contudo, salientar que não há qualquer tipo de conotação política neste post, esta é mesmo uma posição pessoal na qual creio profundamente. Até porque se tivesse alguma afirmação política esta não seria a minha tomada de posição!

Não nego que haja vontade, e que já se hajam feitos alguns progressos num sentido positivo, para uma possível integração. Contudo, não os considero suficientes, para além de que são, numa óptica pessoal, esforços aparentes, que não reflectem a vontade da população. Não se pode permitir uma integração apenas porque há vontade política. Tem que haver vontade da própria população. Para além de que nem mesmo os Estados membros parecem querer esta união. Muito a contra gosto tanto dos políticos europeus, assim como da população europeia parece que se vai lentamente negociando a possível adesão da Turquia.

No que toca a questões atinentes aos Direitos Humanos, genocídio contra os arménios e o Chipre, ainda são pontos controvertidos. O historial turco relativamente a estas questões coloca sérias dúvidas quanto à sua entrada no espaço comunitário. A Turquia tem falhas a corrigir e um longo caminho pela frente, visto que o processo, a ser aprovado, terminará apenas num período entre 2015-2020. Bruxelas reserva-se o direito de inspeccionar no terreno as aplicações práticas das leis aprovadas pelo governo turco e promete interromper o processo de imediato, caso seja detectado um retrocesso por parte da Turquia no processo de democratização daquele que poderá vir a tornar-se o maior estado-membro da União. Relativamente, ao nível de liberdade religiosa, protecção de minorias e direitos humanos a Turquia ainda deixa a desejar. Assim, jornalistas continuam a ser processados e condenados por defender determinados pontos de vista. Para além de que estamos a referir-nos a um pais onde a pena de morte é praticada. Muito recentemente e a este propósito temos o mediático caso de Abdullah Öçalan condenado à pena capital, o que será uma violação dos compromissos assumidos pela Turquia ao abrigo da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.
Num país onde ainda se praticam os chamados “crimes de honra”, exemplificando o caso de uma jovem de 14 anos que foi assassinada pelo pai e pelo irmão por ter sido violada. O facto de o crime ter sido decidido em "conselho de família", que agiu para preservar a sua "honra", provocou uma grande emoção na Turquia. O sucedido reabre o debate sobre os "crimes de honra" na Turquia, candidata à União Europeia, mas cujas mentalidades familiares e tradições jurídicas nem sempre coincidem com as normas ocidentais.

Outra questão que é grave e de difícil solução para além do conflito étnico com os curdos, é o conflito existente com o vizinho Chipre. A Turquia ocupa a parte norte da ilha do Chipre, tendo aí instalado uma República reconhecida apenas por Ancara. No sul da ilha está a Republica do Chipre, que se tornou oficialmente membro da União Europeia. E nestas condições não se pode permitir a sua integração, visto ser inaceitável permitir que um membro não reconheça um outro dentro da União. Esta é uma questão deveras sensível que não depende somente da vontade política turca, uma vez que a própria população turca sempre reclamou o Chipre como seu por direito e não verá com bons olhos a desistência do governo nas pretensões à ilha.

Quanto ao aspecto religioso, A Europa é um continente maioritariamente cristão e que desde o século VIII vê o Islão com desconfiança. Recentemente e depois dos atentados nos Estados Unidos da América, em Madrid e em Londres, o mundo ocidental parece ter despertado para o fundamentalismo islâmico que se propagou, o que para muitos europeus, torna difícil de conciliar os valores e ideais judaico-cristãos com o Islão. O facto, das minorias muçulmanas na Europa, ao longo dos tempos de emigração para o velho continente não darem o melhor exemplo de integração (ex. os guetos de Marselha) também não ajudará na imagem que os ocidentais têm. Para além de que muitos líderes europeus queriam incluir o legado e a herança cristãos na fundação da Europa (algo que não chegou a ser concretizado, mas que foi debatido). Não sei, até que ponto quererão os cidadãos europeus partilhar o seu espaço com setenta milhões de pessoas com as quais não possuem quaisquer semelhanças religiosas.
Note-se que não crítico a religião muçulmana, mas sim o que alguns fanáticos fazem da mesma, dando um mau nome e impressão daquilo que o Islão versa verdadeiramente.

Findando e porque o post já está demasiado extenso, quero focar que pessoalmente não creio que seja possível a integração turca no espaço comunitário. Eu gostaria muito de acreditar que tal seria possível, uma integração perfeitamente harmoniosa, mas os factos e as assimetrias para com o espaço europeu falam mais alto. Por isso e neste momento não acredito que tal possa ser concretizável.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

A verdadeira crise...:)

Qual, preço da gasolina, qual desemprego, qual crise! Temos é que nos preocupar com medidas como a infame lei dos galheteiros! Esta lei é o primeiro sinal que leva inexoravelmente ao fim da típico tasco português, badalhoco mas com carisma! Já imaginaram estes estabelecimentos completamente assépticos, higienizados, onde o óleo das frituras fosse mudado pelo menos uma vez por mês? Que visão horrível! Não queremos mais Mac’s, queremos é tascos, onde o whiskey é barato e o vinho é manhoso!
Para tal foi criada uma petição que será enviada à Assembleia da República e ao Sr. Presidente da República ( será este, com toda a certeza, o primeiro assunto a que se referirá assim que ocupar Belém!)
Subscrevam e divulguem!
http://www.petitionspot.com/petitions/contra_o_fim_da_badalhoquice

domingo, janeiro 08, 2006

Tome aí uns Johnnies Walkers pa empurrar o sapo...

Não posso deixar de partilhar este mail que me mandaram... se o nosso amado lider diz, quem sou eu para duvidar...

Razões de Alberto João JardimPara NÃO VOTAR CAVACO SILVA

"Cavaco Silva é um tecnocrata, um político muito caloiro. Vejo nele um bom ministro, mas não lhe reconheço capacidade para chefiar um governo"
1982, AGOSTO

"Não é fácil esta relação financeira com o governo da República[chefiado por Cavaco Silva]. Pensar que vai aparecer um primeiro-ministro, seja de que partido for, a dizer que está perdoada a dívida da Madeira, sem mais nem menos, isto é acreditar que o Céu vai transferir-se para a Terra. Isso não vai acontecer, não acredito no perdão da dívida".
1991, NOVEMBRO

"A ida do prof. Cavaco para Belém seria nociva ao País e ao PSD"
1993, NOVEMBRO

"Não é com as caras de ministros do último governo de Cavaco Silva que se vai fazer a renovação do PSD"
1996, JANEIRO

"Marcelo está a conduzir bem o partido. Isso não podia continuar num certo dogmatismo e na teimosia política que marcou desastrosamente os últimos dois anos do cavaquismo"
1996, DEZEMBRO

"Para voltar aos tempos do cavaquismo, só por cima do meu cadáver. Os fantasmas do cavaquismo não assustam, têm é de ser exorcizados de vez"
1996, DEZEMBRO

"As nossas lutas [pela autonomia] tiveram obstacularização dentro do nosso partido no tempo de Cavaco Silva e dos seus colegas de direcção"
1998, FEVEREIRO

"Se é para voltar ao cavaquismo, serei oposição dentro do partido"
1999, MARÇO

"Ele [Cavaco] não gosta muito da minha maneira de fazer política, pois enquanto esteve no poder nunca me convidou para colaborar em qualquer actividade partidária. Não me fez falta nenhuma".
2000, ABRIL

"É natural que eles queiram ver-se livres de mim. Dentro do PSD cavaquista não morrem de amores por mim"
2001, OUTUBRO

"Só o facto de Cavaco Silva não gostar que ele seja o líder do PSD é mais uma razão para eu apoiar Santana Lopes"
2004, JANEIRO

"Se Santana Lopes não avançar para Belém, Cavaco Silva não terá caminho livre"
2004, MAIO

"Não gostava de ver Cavaco Silva como candidato do PSD à Presidência da República"
2004, OUTUBRO

Cavaco Silva teve um comportamento "inqualificável" e proferiu declarações que "prejudicam o PSD e causam instabilidade no país". "Em democracia os maus políticos são aqueles que são rejeitados pelo povo (…) o povo já o rejeitou numas eleições presidenciais"
.2004, DEZEMBRO

Cavaco Silva “é um homem do sistema (…) Não espere que alguém do partido na Madeira se levante cedo para ir pedir os votos nele”.
2004, DEZEMBRO

"Estou farto deste PSD e ideologicamente num campo oposto às opções neoliberalistas e cavaquistas"
2005, FEVEREIRO

[Como Cavaco] "diz que a Constituição não é um problema do País, ninguém levanta aqui o rabo da caminha para trabalhar para o cavalheiro" [nas presidenciais]
2005, JUNHO

“A atitude do professor Cavaco justifica a abertura de um processo disciplinar que, se houver vergonha, culmina com a expulsão do senhor Silva”
2005, FEVEREIRO

Cavaco Silva “apesar de ter uma maioria absoluta, deixou as Forças Armadas e as forças de segurança no estado subversivo em que se encontra. Deixou a Educação no estado decadente e sem valores em que se encontra, a justiça com a falta de credibilidade que tem. E a cultura foi o que se viu. Nas áreas que eram essencialmente políticas não mexeu uma palha”.
2005, AGOSTO

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Filosofia "barata"

Do nada e sem motivo aparente o inesperado surge e damos por nós a questionar aquilo que nunca fora até então questionado, abalando uma série de certezas que pensávamos serem garantias, certezas inabaláveis e inquestionáveis.
Um dia aparentemente normal, como todos os outros, pode transformar a nossa vida permitindo-nos ver aquilo que nunca víramos até então. Despertamos de forma cruel, partidas que a mente, ou outra coisa qualquer, nos prega.
Sabemos que aquilo que nos pode esperar não é lá grande coisa, nem tão pouco melhor que aquilo que temos, mas mesmo assim queremos ver, experimentar. Será essa a natureza do Ser Humano? Seremos Nós, intrinsecamente, seres emocionalmente inadaptados?

O que é que se faz nessas circunstâncias? Segue-se o que o momento nos indica para fazer, mas e se for uma partida de facto? Ou então, ignora-se até que passe, mas e se persistir? Arrisca-se ou permanecemos na dúvida?
Pode-se cometer a maior loucura da vida e ser bom ainda que não perdure. Mas também pode não ser assim tanta a loucura e deixarmos que as oportunidades se escapulem, e ser demasiado tarde para agarrar a oportunidade que nos bateu à porta e não soubemos agarrar por puro medo, ou hesitação.
Já toda a gente sentiu em dado momento da sua vida esta sensação. O ser humano é definitivamente o ser mais inadaptado que existe. São os prós e os contras de ser a raça que pensa, que tem intelecto… capacidade essa que em muitas ocasiões não nos permite progredir por pensarmos de mais. Paradoxo?!

Como é que é possível sentir saudade de algo que nunca tivemos?
Há um sentimento de nostalgia relativamente a sentimentos futuros que porventura gostaríamos que se realizassem. Mais um paradoxo? De facto, é um tanto ou quanto incongruente o pensamento de nostalgia quanto a sentimentos futuros, absolutamente contraditório diria.
Através do sentimento de dejá vu parece que entramos numa vida paralela à nossa, aquele sentimento de já ter estado numa dada altura num lugar que nos é totalmente estranho mas ao mesmo tempo conhecido. Aquele pensamento do nunca estive aqui, é impossível ter estado aqui, mas sinto que este lugar me é familiar.
A mente prega-nos partidas interessantes, permite-nos viajar no mundo que é a nossa cabeça. É um divertimento, mas, ás vezes, um autêntico tormento…

O intelecto de facto é complicado, mas é giro senão de outro mundo não estaria aqui a dissertar com estas minhas filosofias baratas.
Se tiverem juízo não perderão o vosso precioso tempo a ler este post!

 
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