Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

sábado, maio 07, 2005

Coordenador ou Secretário-Geral?!

Há uns meses atrás, houve alguém no Blog que escreveu sobre o Bloco de Esquerda e os resultados que este partido obteve nas últimas eleições. BarreteDeOrelhas foi quem escreveu. Não me recordo do texto na íntegra, mas recordo que falava no facto deste ter sido um passo muito grande para um partido das dimensões do BE. O blogueiro considerava que a estrutura do partido não estaria preparada para os resultados obtidos. Como diz o Povo: dar um passo maior que a perna.

Como se sabe o BE duplicou o seu número de deputados, passando de 3 para 8, tendo sido nomeado para líder parlamentar Luís Fazenda.
Este fim de semana está a realizar-se a IV Convenção Nacional do partido onde uma das propostas será criar um coordenador para o partido. Coordenador, passo a traduzir, que será o secretário-geral do partido.

A moção foi aprovada sem qualquer voto contra. Por isso Francisco Louçã foi nomeado sem qualquer problema o secretário-geral do partido, desculpem o "coordenador"! Parece que o BE como disse um dos dirigentes deste partido, deixou de ser "o partido da esquerda caviar". As dimensões que conseguiram atingir, a forma como se estenderam ás massas tornou-os algo mais que um partido de intelectuais de esquerda.

Desde o inicio que simpatizara com o partido, e com a figura do recente nomeado "coordenador", mas nos últimos tempos o seu discurso sofreu algumas nuances, e permitam-me que diga, mudou para pior. A demagogia e a retórica estão cada vez mais patentes no seu discurso. Não quero com isto dizer que não os considero um partido essencial, mas não era este o rumo que esperava que tomassem.

O que é absolutamente demagógico é virem dizer que criar o cargo de "coordenador" deverá ser entendido como um pivot da comissão política , rejeitando o multiprotagonismos.

Acontece que mesmo dentro do partido já se ouvem algumas vozes críticas, acusando o BE de ser um grupo, ou um círculo estrito de activistas influentes que não dialogam com toda a organização, sendo necessário criar uma cultura de verdadeira democracia participativa no interior do partido.

Se calhar, tinhas razão BarreteDeOrelhas.

 
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