Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

sábado, abril 16, 2005

O homem que nunca deu um traque...

Marques Mendes foi eleito este Fim de Semana novo líder do PSD. Ao contrário da minha "camarada" stanica ( ela é mesmo minha "camarada", eu é que não sou "camarada" dela :P), tenho pessoalmente algumas reservas em relação ao carácter provisório do cargo de MM.
Em primeiro lugar, MM assegurou ( a não ser que haja uma hecatombe eleitoral nas presidenciais) a liderança do Centro Direita português até às eleições europeias dentro de 2 anos. Não havendo qualquer dúvida que MM não é uma primeira escolha, o catraio foi eleito como o que na gíria futebolistica se chama "guarda redes de taça". Perante desafios de carácter menor, coloca-se o GR suplente para lhe dar ritmo de jogo, manter o jogador contente e descansar o titular.
Com a eleição de MM, o PSD dá uma oportunidade de "ir à luta" a um histórico do partido sem provas nas urnas (embora não se acredite que tenha muito jeito para a coisa), apazigua o centro do partido terrivelmente abalado pelo "santanismo", e principalmente, descansa a imagem da verdadeira estrela da equipa, há muito prometida e várias vezes requisitada: António Borges. Se é dificil a um líder governamental manter a imagem ao longo de 4 anos de mandato, pior seria o desgaste causado por 4 anos de oposição. Estas equação não é dificil prever, para mais quando a moção apresentada por António Borges (que nem era candidato!) foi mais votada que a do candidato perdedor, Luis Filipe Menezes.
Pessoalmente, considero inteligente a escolha do partido, assumindo as suas fraquezas mas preparando o futuro. As minhas reservas vão para a aparente "incapacidade" de ganhar eleições de MM. E se MM surpreende tudo e todos e, colocado na liderança, socorrendo-se de outros argumentos (que não o carisma que obviamente não tem), supera as expectativas e se torna uma alternativa credível para a liderança do país?? Pessoalmente não me surpreenderia, e colocaria o PSD e nomeadamente os seus apoiantes, muitos deles partilhados com António Borges, numa situação complicada: entre a espada e a parede. Este poderia ser considerado um "bom problema", mas em política, como em tantas coisas da vida, muitas vezes uma cabeça funciona melhor que duas, e os eleitores são normalmente cépticos em relação a opções bicéfalas.
Discordo portanto da minha "camarada" blogueira!! Embora a eleição de MM tenha sido pensada inicialmente pelas estruturas do PSD como uma solução de recurso e provisória, MM tem uma oportunidade para alterar os planos. Creio também que tem a inteligência para o fazer, desconheço é se tem a vontade ou se calhar o "cojones" para desafiar o os planos do partido. Caso MM esteja disposto a arriscar a sua imagem de "crominho", muito competente, mas que nunca entrou numa tasca, nunca mandou um piropo a um rabo de saia, nunca deu um traque, e nunca disse um palavrão, ou seja, as coisas com que os portugueses se identificam, pode muito bem mudar o equilibrio de poderes da equação.
Dito...

 
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