Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

segunda-feira, abril 25, 2005

"O Maquinista"

Uma vez mais venho comentar cinema, desta vez o filme "O Maquinista". É um movie que vale a pena, sem dúvida alguma! Não quero revelar o conteúdo do filme, uma vez que algumas pessoas podem não tê-lo visto. Tentarei pronunciar-me sem revelar o essencial do filme.

Antes de vê-lo, ouvi falar muito, foi um filme com alguma publicidade, com a particularidade do actor ter que passar por um enorme esforço físico de perder muito peso. Christian Bayle foi o protagonista, está incrivelmente magro, ou melhor, cadavérico. Para quem o conhece, ou mesmo para quem não o conhece, digamos que é impressionante o seu aspecto. Nos primeiros minutos do filme não consegui abstrair-me do seu look, estava um pouco incomodada. Um pouco à semelhança do aspecto das pessoas de Auschwitz (que estamos habituados a ver nos filmes que retratam o Holocausto). É um filme escuro e obscuro.

Quanto ao desempenho de Bayle não me surpreendeu, não considero que tenha sido bestial, mas soube muito bem encarnar a personagem. Personagem esse que não dorme há 1 ano, sendo que há medida que o tempo vai passando vai tendo que lidar com uma série de dificuldades de ordem psicológica.

Durante o desenrolar da história ficamos com a sensação que já entendemos, mas acontece sempre qualquer coisa que nos confunde e muda a percepção que tinhamos tido. Até os últimos 10 minutos não conseguimos desvendar por completo a história, talvez parte dela. Está extremamente bem realizado (isto numa óptica muito pessoal).

Gostei muito do final, está muito bem conseguido!
Aconselho vivamente!!!

sábado, abril 23, 2005

É tudo uma questão de atitude!

Foi levada a cabo uma investigação britânica, mais concretamente a equipa de Michael Marmot do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College de Londres, que estudou 116 mulheres e 100 homens de meia-idade sendo o objectivo deste estudo analisar os vários factores que contribuem para as doenças cardíacas e das vias coronárias.
A equipa de investigadores concluiu que as pessoas que se sentem mais felizes no seu dia-a-dia, têm menor concentração de substâncias químicas no organismo, que se estiverem presentes no organismo em maior quantidade, podem afectar o sistema cardio vascular e facilitar o desenvolvimento de diabetes.
Deste modo, suspeita-se que as pessoas mais felizes tendem a ser mais saudáveis mental e fisicamente.

O estudo foi feito durante os dias de trabalho e no fim-de-semana. Nos dias de folga as pessoas sentiam-se mais felizes, como já seria de esperar. Todavia, aqueles que se sentiam mais felizes durante a semana de trabalho eram também os mais felizes nos dias de descanso. A equipa previu que as pessoas mais Felizes sentissem menos stress, mas tal não se efectivou. Mostrando que os episódios de stress agudos, não prolongados no tempo não afectam a sensação de felicidade, adiantam.

E então? A felicidade pode traduzir-se num melhor estado de saúde?

Parece que os sentimentos positivos e o bem-estar estão associados a hábitos saudáveis.
Vejamos, por exemplo, o hábito de fumar, este está associado a algo que os cientistas chamam de desconforto psicológico, sendo os níveis de depressão e ansiedade inversamente proporcionais ao tempo que se gasta em momentos de lazer com actividades físicas.

No ano de 2001 houve uma outra equipa, mais especificamente do Centro de Gerontologia da Universidade do Kentuchy (EUA) que analisou 180 freiras quando estas tinham uma média de idade de 22 anos, e comparou o seu conteúdo emocional com a longevidade das mesmas passados 60 anos. Concluiu-se que as freiras que usavam vocábulos como “alegria” e “gratidão” nos seus diários viveram mais 10 anos que as que expressavam emoções negativas aos 22 anos.

É tudo, portanto, uma questão de atitude para com a vida! BE POSITIVE!!! BE HAPPY!!!

sexta-feira, abril 22, 2005

WELCOME

Comecei por deixar um comment ao teu primeiro post no espaço Depende das opiniaes, mas acabei por considerar que talvez um post fosse o mais indicado.
Portanto, bemvindo mb! Gostei que tivesses aceite o convite, e nada mais fazia sentido senão seres um contribuidor deste espaço, uma vez que para além de um assíduo leitor, és também um assíduo crítico. Bem mais do que alguns supostos contribuidores do blog...
Como referi no comment ao teu primeiro post, discutir é saudável, divergir, ter diferentes perspectivas das coisas é sinal que há ,efectivamente, actividade cerebral no ser humano. É claro que divergir não é ser do contra, há-que distrinçar.
Sem mais demoras: WELCOME!

Quem sou eu?

Parece que tornei-me de tal maneira chato com os meus comments que decidiram dar-me palavra efectiva neste canto da blogosfera. Enfim, mais uma opinião para o depende das opiniães.
Começando pelas apresentações, quem sou eu? Pois bem, para entender quem eu sou, há que perceber primeiro que a experiência de vida social, transforma a natureza básica de qualquer ser humano, dando origem a uma segunda natureza, o seu habitus. Os seres humanos são dotados de sentimentos, moral, preferências e competências que reflectem o seu envolvimento num grupo social. Isto sugere que a historia de um agente é sedimentada dentro do seu “corpo”, entendido como uma estrutura activa e sensível, sob a forma de esquemas preceptivos e linguisticos, preferências, desejos, formas de competência, etc. Aquilo que eu sou, a maneira que eu penso e actuo, é por conseguinte resultado da minha história pessoal, ou seja, o meu habitus (ou quem eu sou) é resultado dos resíduos deixados pelos padrões de acção que tomei ao longo da vida. Mas é claro que as minhas acções, embora individuais, não surgiram do nada. A minha história individual, não é mais do que um fio entre outros que formam o grande “campo dos campos”: a estrutura de classes. Logo os meus padrões de acção (embora individuais) foram condicionados na sua génese. Portanto podemos falar num habitus de classe, diferentes grupos tendem a demonstrar diferentes habitus porque têm que “fazer pela vida” em circunstâncias variadas. Conclusão? Eu sou o MB, um mero agente social. E vocês quem são?

quinta-feira, abril 21, 2005

Draw a PIG

Um Site que analisa a tua personalidade pelo teu desenho de um porco!? Acreditem ou não... experimentem. Já Agora... segue-se o meu desempenho (Convem que experimentem antes de ver o meu desempenho para evitar resultados enviesados...)

Posted by Hello

You are a realist.
You are direct, enjoy playing devil's advocate and neither fear nor avoid discussions.
You are analytical, cautious, and distrustful. You are secure, stubborn, and stick to their ideals.
You are a great listener!
You have a fantastic Sex life!!!

sábado, abril 16, 2005

A vossa merda também cheira!!

A polémica da tradição está no ar por aqui.

Segundo "Moderno Diccionário da Língua Portuguesa" do Círculo de Leitores (era o que estava à mão), uma das definições de tradição é: "Tudo o que se sabe por uma transmissão de geração em geração; Uso, Hábito; Acto de Transmitir ou entregar".

Fica portanto claro que o termo "tradição" está intimamente ligado à transmissão de conhecimentos, práticas ou hábitos de geração para geração, formando portanto o que chamamos de "cultura" de uma determinada sociedade.

Não sou particularmente aprecidor de touradas (nunca fui a nenhuma), não faço nem nunca conheci ninguém que praticasse tiro ao pombo, mas admito que enquanto criança às vezes, só muito raramente, matava formigas com a ajuda de uma lupa e do calor do sol, e uma vez até peguei fogo a um saco cheio de baratas vivas e bombinhas de carnaval. Talvez isso faça de mim um carrasco, mas quem nunca fez nada semelhante em criança, atire o primeiro pombo.

No entanto, admito que há tradições que podem ferir as susceptibilidades de alguns, e até compreendo muitas vezes essa situação. Não concordo no entanto com a maioria dos "activistas" que pregam a sua doutrina como se se tratasse da verdade suprema, descartando as opiniões e os pontos de vista de outros membros da sociedade como se de seres inferiores se tratassem. Serão eles tão cegos que não vêm que também eles não passam de produtos da sociedade ocidental desenraizada com os olhos postos numa suposta modernidade utópica e abstracta em que ninguem bebe, ninguem come, ninguem fode e ninguém caga?? Onde tudo é muito "cool", e todos os seres estão em harmonia com o vazio e a fugacidade da existência humana?

O mundo existe e está mesmo ao vosso lado!! Tanto no sorriso dos vossos filhos (a quem vocês transmitem o que bem quiserem) como no ar poluido pelos vossos carros (ou andam todos a pé?), tanto nas árvores que tanto protegem como nas moscas que pousam no vosso corpo imediatamente a seguir a se deliciarem num belo cagalhão de cocker spaniel. Mas o mundo é principalmente (pelo menos para nós, humanos) as pessoas e tradições enraizadas na cultura que abominam e desprezam. Será que não vêm o antropocentrismo dos vossos actos (quiçá "esquerdocentrismo") ?? A arrogância e egocêntrismo destas pessoas impede-os de sequer colocar a hipótese de que, se calhar, os seus Pais faziam alguma coisa de bom!?

Existe uma ordem natural das coisas, e as tradições fazem parte dessa ordem. Uma tradição não é obsoleta só porque um grupo de intlectuais o decide enquanto fuma uma ganza e declama Kant, mas sim quando uma sociedade considera de forma generalizada que já não se identifica com determinada prática ou hábito transmitida pelos seus antepassados.

Quanto ao comentário de MB, resta-me expressar a minha desilusão pelo antropocentrismo da tua opinião tão formatada e pelos argumentos tão gastos. Quando os activistas que tanto pareces admirar te disserem que não podes beber poncha porque o maracujá tem sentimentos ou que não podes comer espetada, certamente segui-los-ás de forma cega. Se eles te disserem que levar no rabo é bom, considerarás experimentar?! Olha que se calhar isso da reprodução humana deve estar quase a tornar-se uma tradição obsoleta...

Só para finalizar, custa-me especialmente a constatação de que consideras a vida humana uma algo tão significativo como um touro, ou que colocas a mulher ao mesmo nível que os pombos...

mb, mb...

Em resposta ao coment de mb no que toca ao post "tiro ao pombo", gostaria de dizer que é com muito agrado que recebo qualquer tipo de crítica por parte de quem quiser fazê-lo. É exactamente esse o intuito do espaço Depende das opiniaes.
Todavia, não posso, de modo algum, deixar de me pronunciar sobre o que foi dito.

Em primeiro lugar não fazia a mínima ideia que bater na mulher era Tradição em Portugal (nem em lado nenhum). Nem tão pouco fazia a menor ideia que Tradição para além de bater na mulher, era conduzir com excesso de alcóol e em contra-mão.

Em segundo, não justifiquei a prática de tiro ao pombo com a Tradição. Quem atentamente leu o post deve ter percebido (ou não!) que a questão é bem mais complexa do que aquilo que à primeira vista parece ser. Inclusivamente disse que compreendia ambas as partes no processo, mas que a mim não me chocava a prática em discussão.

Aparentemente a questão é bem mais complexa que aquela que eu esperaria que fosse, uma vez que há quem admita, mesmo que hipoteticamente, que bater na mulher é Tradição!

O homem que nunca deu um traque...

Marques Mendes foi eleito este Fim de Semana novo líder do PSD. Ao contrário da minha "camarada" stanica ( ela é mesmo minha "camarada", eu é que não sou "camarada" dela :P), tenho pessoalmente algumas reservas em relação ao carácter provisório do cargo de MM.
Em primeiro lugar, MM assegurou ( a não ser que haja uma hecatombe eleitoral nas presidenciais) a liderança do Centro Direita português até às eleições europeias dentro de 2 anos. Não havendo qualquer dúvida que MM não é uma primeira escolha, o catraio foi eleito como o que na gíria futebolistica se chama "guarda redes de taça". Perante desafios de carácter menor, coloca-se o GR suplente para lhe dar ritmo de jogo, manter o jogador contente e descansar o titular.
Com a eleição de MM, o PSD dá uma oportunidade de "ir à luta" a um histórico do partido sem provas nas urnas (embora não se acredite que tenha muito jeito para a coisa), apazigua o centro do partido terrivelmente abalado pelo "santanismo", e principalmente, descansa a imagem da verdadeira estrela da equipa, há muito prometida e várias vezes requisitada: António Borges. Se é dificil a um líder governamental manter a imagem ao longo de 4 anos de mandato, pior seria o desgaste causado por 4 anos de oposição. Estas equação não é dificil prever, para mais quando a moção apresentada por António Borges (que nem era candidato!) foi mais votada que a do candidato perdedor, Luis Filipe Menezes.
Pessoalmente, considero inteligente a escolha do partido, assumindo as suas fraquezas mas preparando o futuro. As minhas reservas vão para a aparente "incapacidade" de ganhar eleições de MM. E se MM surpreende tudo e todos e, colocado na liderança, socorrendo-se de outros argumentos (que não o carisma que obviamente não tem), supera as expectativas e se torna uma alternativa credível para a liderança do país?? Pessoalmente não me surpreenderia, e colocaria o PSD e nomeadamente os seus apoiantes, muitos deles partilhados com António Borges, numa situação complicada: entre a espada e a parede. Este poderia ser considerado um "bom problema", mas em política, como em tantas coisas da vida, muitas vezes uma cabeça funciona melhor que duas, e os eleitores são normalmente cépticos em relação a opções bicéfalas.
Discordo portanto da minha "camarada" blogueira!! Embora a eleição de MM tenha sido pensada inicialmente pelas estruturas do PSD como uma solução de recurso e provisória, MM tem uma oportunidade para alterar os planos. Creio também que tem a inteligência para o fazer, desconheço é se tem a vontade ou se calhar o "cojones" para desafiar o os planos do partido. Caso MM esteja disposto a arriscar a sua imagem de "crominho", muito competente, mas que nunca entrou numa tasca, nunca mandou um piropo a um rabo de saia, nunca deu um traque, e nunca disse um palavrão, ou seja, as coisas com que os portugueses se identificam, pode muito bem mudar o equilibrio de poderes da equação.
Dito...

sexta-feira, abril 15, 2005

Marques Mendes no Pombal!!!

Desta vez não venho falar de Pombos, aqueles animais que voam e coisas assim...
Venho mesmo é falar do Congresso do PSD que ocorreu no Pombal (sinto-me muito tentada a fazer piadas, mas vou tentar conter-me. Mas um congresso do PSD no Pombal, têm que admitir que a piada tem potencialidade...).

Confesso que não sou grande admiradora de Miguel Sousa Tavares, não pelo modo como escreve (até porque no sentido literário romancesco sou sua fã), mas pela mania e forma incansável, deveras desagradável que tem em persistentemente de críticar a Madeira.

Contudo, ao ler um artigo seu não consegui conter-me de tanto riso. Para os ferranhos da Direita, mas Sociais Democratas, esta passagem não deverá ser muito agradável (e sei que a este Post vou ter resposta...).

Miguel Sousa Tavares refere que Marques Mendes foi vencedor porque as pessoas do Partido não tiveram coragem ou a voragem suicida de regressar ao Santanismo (não confundam com Satanismo) via Luís Filipe Menezes. Todavia, foi dado a Marques Mendes o menor número de votos possiveis para que esse entenda que está a prazo ( até ás autarquicas, provavelmente)!
Diz ainda que os militantes do partido guardaram todo o seu coração e os seus aplausos para o "menino-guerreiro" e o seu eterno discursso sobre si mesmo (como se aplaudissem o vigésimo ano consecutivo de receitas de Jesus Christ Superstar) e para o seu agora discípulo de Vila Nova de Gaia.

Divertidos? Gostaram? Aguardo resposta.

Bombeiros e máquinas de Jogo???

Hoje de manhã ao ler o jornal deparei-me com uma noticia um tanto ou quanto estranha. Em letras maiúsculas e a negrito o título dizia: "Policia retira máquina de Jogo dos bombeiros da Amadora".
A noticia dava-nos conta de que ,na semana passada, os Bombeiros Voluntários da Amadora foram sujeitos a uma rusga no que concerne a uma máquina de Jogo. Tudo começou com uma carta, supostamente anónima, da mulher de um dos bombeiros que alegava que o marido gastava grande parte do seu ordenado na máquina de jogo de "azar e fortuna", que existiria dentro do Quartel.

Hilariante ou nem por isso? Mas a história continua...

O comandante dessa corporação seria o cabecilha, o gerente do negócio que era quem, alegadamente, pagaria os prémios. Prémios esses que eram pagos na hora caso o comandante estivesse. Se não estivesse presente, ter-se-ia que esperar para receber o prémio.
Obviamente que estas alegações foram desmentidas pelo próprio comandante e passo a citá-lo: "(...) as únicas coisas que a policia levou durante a rusga foi uma máquina de chocolates e uma máquina de bolinhas onde se mete umas moedas (...)".

Mas e finalizando a história, o comandante diz que:"(...) tal acusação se deve ao facto de ter efectuado mudanças na disciplina da corporação e por isso é que algumas pesssoas partiram para este tipo de guerra (...)".

Creio que desta vez vou abster-me de qualquer tipo de comentário...

quinta-feira, abril 14, 2005

O tiro ao Pombo...

Ontem fui pela 1ª vez assistir uma audiência ao Tribunal. O caso em discussão era, literalmente, o Tiro ao Pombo. Como autor da acção tinhamos a Associação de Defesa e Protecção do Animal, e como reú o Clube de Tires da Póvoa do Varzim.
Honestamente, não fazia a menor ideia de que havia a Taça de Portugal de tiro ao Pombo e que havia um Campeonato Nacional na modalidade, digo modalidade porque é encarado como um desporto.

Em discussão estavam factos como: os Pombos são alimentados durante a viagem que fazem desde a Galiza até à Póvoa do Varzim? São arrancadas as penas da cauda a sangue-frio, provocando dôr? Existem pessoas especializadas, licenciadas na prática de arrancar as penas aos Pombos? Quando estes são alvejados e caem no terreno e não têm morte imediata, existem pessoas que vão lá partir-lhes as cervicais para findar com a dôr do Pombo? E quando os Pombos caem fora do perímetro? E o que é que se faz com o Pombo depois de morto, dá-se a Instituições de caridade para a alimentação?

Bom, estas foram algumas das questões que andaram à volta da disussão. Ficou, efectivamente, provado que os Pombos são oferecidos a instituições de caridade; que não há, obviamente, pessoas formadas no tirar as penas do (perdem-me a expressão) cu do Pombo; houve uma estatística interessante quando o advogado de acusação perguntou se de 3 em 3 segundos havia alguém dentro do terreno que ía partir as cervicais do Pombo quando este não estava completamente morto, para evitar o sofrimento do animal. E a resposta foi muito prontamente dita que de 3 em 3 não, mas de 30 em 30 segundos sim!;

Bem, eu muito sinceramente (e sei que esta minha posição há-de enfurecer algumas pessoas, ou talvez a maioria daquelas que lerem este Post...) considero que o tiro ao Pombo e as Largadas (outra distinção que se tentou fazer em Tribunal) não são assim tão chocantes. Compreendo as duas posições, isto é, entendo o repúdio de uns, mas também percebo o divertimento de outros.

Em conversa com uma Amiga falei-lhe do aspecto cultural e tradicional da actividade, isto porque ela tomou a posição da Associação. Em resposta disse-me que a Tradição não pode ser resposta para tudo. É verdade, sem dúvida alguma que o é! Acontece que a Lei, o Ordenamento Jurídico não é um conjunto de linhas em abstracto sem o menor sentido. A Lei adapta-se às circunstâncias, ao elemento cultural de cada País. A Lei não pode estar à frente desses elementos. E por isso é que os Ordenamentos diferem de País para País. Não se pode, do nada, pedir que se acabe com séculos de Tradição.
Contudo, as mentalidades evoluem, e com quase certeza absoluta esta Tradição há-de desvanecer, e a longo prazo acabará por extinguir-se esta prática.

Para findar gostaria de partihar uma cena que achei hilariante no decorrer da audiência.
A partir de teleconferência, o Presidente da Associação de Defesa e Protecção do Animal contou muito comoventemente (na tentativa de sensibilizar a Juíza, muito à semelhança daquilo a que estamos habituados a ver nos filmes norte-americanos) que de manhã quando foi pôr a filha de 6 anos à escola, esta preguntou-lhe o que ía fazer a Tribunal. Este respondeu que ia defender os Pombos, porque faziam mal aos Pombos. A menina então disse: "mas Papá os Pombos não são o símbolo da Paz"?

Milan Kundera

Ao ler o post do Benni reparei que alguém deixou um comment, e recomendou "A insustentável leveza do Ser".
A maior parte das pessoas que ainda não leu este livro já ouviu pelo menos falar. Digamos que é quase um cliché recomendá-lo!
Mas não! Foi sem dúvida um dos melhores livros que li (mais do que uma vez!).
Para quem nunca sequer ouviu falar de Milan Kundera, este autor nasceu na Antiga Checoslováquia no ano da Grande Depressão (1929) na cidade de Brno. O autor ganhou o prémio da União de Escritores Checoslovacos no ano de 1968. O prémio Médicis em '73. O prémio Common Welth em '81. O prémio literárioAmericano do Los Angeles Times em '84.
O livro "A insustentável leveza do Ser" foi considerado um dos romances míticos do século XX.

Milan Kundera fixou residência no ano de 1975 na cidade de Paris e não tem actualmente nacionalidade Checa. A publicação dos seus livros foi proibida no seu País Natal pouco tempo depois de ter ganho o Prémio em '68. Contudo, Gallimard, na França publicou os seus livros, que o tornaram mundialmente conhecido.
Recomenda-se!!!

terça-feira, abril 05, 2005

Be Ready To Be Cool...(After the film is over...)

Caros leitores assíduos(o resto não conta);

Ao ler o post da minha "compatriota" insular e amiga à algum tempinho, fiquei também com a sensação que deveria escrever algo à cerca de um argumento tão pobrezinho...Faço uma espécie de críticazita em 5 pontos:

Primeiro de tudo o filme é mau. O argumento é muito repuxado, longo, e secante até dizer BASTA! Vê-se claramente que os produtores(Danny De Vito, MGM entre outros) deste filme tinham muito dinheiro para gastar, mas não era de certeza na história!Gastaram-no no trailer, e no elenco. Por incrível que pareça, um dos produtores/argumentista é o mesmo que escreveu o argumento para Jackie Brown(sim, o filme do Tarantino!!!) Depois de uma longa subida e com sucesso, uma vertiginosa descida até se estatelar no chão...coitado...
Segundo, o filme não vale um cu. A não ser pela bonita Uma Thurman, bela como sempre, e com uma presença inquestionável na personagem que representa. O seu papel em nada abona para a história, mas uma oportunidade de ver novamente juntos Uma e Travolta, não acontece todos os dias.
Terceiro, o filme é um suplício do início ao fim. Excepto para a deslumbrante presença de The Rock. O homem têm aqui uma bela oportunidade de mostrar que vale bem mais do que é. Não é um GRANDE actor, mas o papel que possuí neste enredo é simplesmente surpreendente! É hilariante vê-lo fazer de guarda costas homossexual, possuidor de um talento facial assombroso, com aspirações ao grande ecrãn. A representação do monólogo tá demais! Vejam o filme só pelo homem, vale a pena!
Quarto, que tristeza....A comédia já é dura(os momentos de humor passavam pela representação do The Rock, pelas cabeças a bailar à minha frente no ecrãn e pela mulher obesa no assento ao meu lado com uma respiração tão ofegante que parecia uma foca acabada de ser chacinada!),e deixar prolongar a música mais que 3 minutos é doloroso!! Já não podia ver aquele pretinha toda boa a cantar...!!!Mais valia tirar o som e passar só a imagem!Era uma espécia de Cristina Aguilera a fazer aqueles sons idiotas para dizer que sabem cantar... myyyyy liffffeeee rockkks your woorrrlddddd...JESUS!THE PAIN!
Quinto,os videos do Taveira são 3 vezes mais melódicos! O filme é bem mais que música, o filme tem Vince Vaughn(amigo inseparável de Owen Wilson, Will Ferrel e Ben Stiller) a representar um branco que pensa que é negro...LOL, tem John Travolta, tem Andre 3000 a fazer de Dabu ("ok I got it, no give me no gun"!LOL, tem Debi Mazar, com os seus hipnotizantes olhos azuis!(a mulher não envelhece!É Linda!), tem Cedric The Entertainer, na pele de um produtor rico de música rap.( A cena da morte do russo no escritório de Harvey Keitel é semelhante à cena do Pulp Fiction onde Samuel L. Jackson cita um versículo da Bíblia, antes de matar o negro ajoelhado no chão!

Resumindo e concluíndo, vale pela comédia de Vince Vaughn e The Rock, mas sobretudo pela transcendente beleza de Uma Thurman!De resto, cuspo pisado numa lixeira vale mais que isto..."Get Shorty" é bem melhor!Disse!

C'om, Twinkle Twinkle, Baby, Twinkle Twinkle!

domingo, abril 03, 2005

"Be Cool"

Debruçar-me-ei sobre cinema. Hoje fui ver o filme "Be Cool" (antes de mais gostaria de referir que não sou uma cinéfila como o nosso camarada blogueiro Milho frito com atum) cujo elenco era composto por nomes como Travolta, Uma Thurman, Harvey keitel, James Woods, e por ai adiante.
Fui ver o filme sem grande expectativa e a sugestão de alguém. Não era o filme que escolheria ver, mas como de vez em quando sabe bem ver um POP CORN MOVIE pensei why not?!
Pois... não diria que fosse simplesmente um filme Pipocada, diria que é uma boa M_R_A!!!
Um filme absolutamente Non Sense, com o pior enredo dos últimos tempos ,com o claro intuito de promover alguns dos actores participantes, do tipo jovens promessas norte americanas no showbiz como Christina Milian.
Durante o filme ainda pude dar algumas risadas e por mais estranho que possa parecer o "The Rock" (no filme o gay segurança que aspirava entrar no mundo do espectáculo) a-quele tipo que estamos habituados a ver no Wrestling, deu-me alguns momentos de boas risadas.
Foram quase 2 horas de movie não diria que de excrutiating pain mas andou muito perto disso.
Se fosse crítica de cinema talvez daria 1 estrelinha ao filme por alguns dos momentos de comédia, e não o recomendaria de todo. Já se sabe que é com criticas como esta que despertamos a atenção e curiosidade das pessoas e o mais provável é verem o filme. Mas se alguém por acaso for ver este filme que deixe aqui o seu comment.

P.S: ainda bem que me pagaram a entrada no cinema para ver este filme...

 
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