Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

terça-feira, março 08, 2005

"Vêem-se os fios todos"

Comprei ontem a tão aclamada revista de cinema portuguesa, a Premiere. Ao chegar a uma rubrica designada por "Os dias de Criswell", "parti-me" a rir com dois dos mais cómicos artigos que alguma vez tive o prazer de ler. Num, Criswell (personagem fictícia claro) afirma que tinha ido ao cinema num determinado dia do mês de Fevereiro ver a antestreia do novo filme dos criadores de Southpark, Trey Parker e Matt Stone, "Team America". No início da rodagem da película, Criswell escreve e passo a citar "um bando de idiotas reclama para o ecrãn, com o ar de quem acabou de descobrir uma fraude: Vêem-se os fios todos!É nestas alturas que deve aparecer aquela lendária figura da série dos Monthy Python - o homem de armadura que vem dar com a galinha na cabeça de quem merece. Estes mereciam definitivamente essa honra." Lol. Seremos nós, portugueses, assim tão mentecaptos? Pá, não sou nenhum Marcelo Rebelo de Sousa, não me considero nenhum líder espiritual da "arraia miúda", mas que há pessoas que não merecem consideração intelectual, isso há.Duhhh!

Outro artigo na mesma rubrica, fala-nos daqueles anúncios "previous"(não, não tou armado em Narana Coissoró, esqueci-me mesmo da tradução para português...) ao filme, toleráveis até certo ponto, e que começam a controlar as nossas quase tradicionais idas ao cinema. Criswell faz ainda referência daquele novo anúncio sobre a pirataria, e a respectiva denúncia se virmos alguém a provocar o ilícito.Aquilo é uma espécie de trailer cómico da "Branca de Neve" de João César Monteiro, a única diferença existente, resume-se à introdução de palavras giras como pirataria, denúncia, pois ninguém leva aquela treta a sério.A única coisa que provoca é a risada geral como aconteceu à dias quando fui ver o "Constantine"!

Ir ao cinema é um acontecimento, é um momento mágico. Todo o processo que a envolve desde a espera na fila para a compra dos bilhetes, até á saída onde fazemos as habituais discussões desentendidas (Uma espécie de povo português a discutir política) promove não só um enriquecimento da nossa alma artística como nos estimula prazeres inigualáveis. Disse.

 
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