Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

sábado, janeiro 29, 2005

Graças a Deus pelo Capitalismo!!!

O facto de se avizinhar uma (mais que) provável vitória da esquerda nas próximas eleições não me parece relevante para a questão. Não me parece que esta polémica em torno do apoio de Ricardo Araújo Pereira seja eminentemente política, nem parece que seja tão grave como PPM procurou insinuar ou tão simplista como RAP tenta demonstrar.

No entanto, e antes de mais, há uma ponto que me importa frisar: o que quer que ele diga, pense ou demonstre, é problema dele!!! Pode muito bem aparecer em tribunal como testemunha abonatória do Bibi ou discursar ao lado de Jean Marie Le Pen. Os seus dirieitos como cidadão são os mesmos que os meus enquanto estudante, os do padeiro e até os do Bibi. Naturalmente tratando-se de uma figura pública os seus actos terão repercussões na opinão que o público tem da sua pessoa. Mas certamente RAP tem consciência do que isso implica, e estará disposto a suportar as consequencias dos seus actos (positivas ou negativas).

Dito isto, o que me preocupa pessoalmente é que a ligação de RAP ao BE o possa comprometer no seu trabalho, que me delicia desde "O Perfeito Anormal" ( pois não estou interessado em nada mais que o seu trabalho). Térá RAP o mesmo à vontade para ridicularizar o discurso delirantemente absurdo e cada vez mais demagógico de Francisco Louçã no futuro? Continuará a gozar com os pretos, os homosexuais, os sem abrigo e os velhotes esclerosados da mesma forma que ridiculariza os empresários, os conservadores, os policias, a igreja e o poder instalado? Ou será mais orientado para determinadas ideias políticas? É essa a unica questão na minha cabeça...

Não vejo qualquer incompatibilidade entre as opiniões políticas de RAP e o seu trabalho. Talvez existam sim, incompatibilidades entre as suas pseudo-aspirações (que nunca vi demonstradas) e o seu trabalho. Felizmente (ironia das ironias) o mecanismo de funcionamento do mercado irá corrigir a situação da forma mais correcta. Se a obra não for comprometida pelas aspirações, o produto continuará a vender. Se por outro lado as implicações políticas da obra pesarem na sua produção a qualidade do produto diminuirá, diminuindo a procura e obrigando o produtor a fechar portas. Como qualquer detergente ou marca de pneus, o "Gato Fedorento" é uma produto e como qualquer produto inserido num mercado de concorrência perfeita (cada vez mais perfeita graças ao Cabo), se a qualidade diminuir os consumidores procurarão substitutos. Os patrocinadores desaparecerão , as vendas de de DVD's estagnarão.

Graças a Deus pelo Capitalismo!!!

 
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