Porque o mais provável é ninguem ligar ao que tens a dizer...

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Será que Louçã os tem no sítio??

Aquando da sua formação, o BE "enguliu" uma série de pequenos partidos, dequeles que independetemente de partilharmos as mesmas ideias, ou não, não podíamos deixar de simpatizar pelo seu fervor do exercício fazer política independentemente das dificuldades inerentes a partidos minoritários. Admito até alguma inveja de ver gente que acreditava verdadeiramente no que pregava, e nos levava para aquele bacoco amadorismo associativista, que apesar de ridículo tocava os corações de muitos do que observavão de fora sem conseguir deixar de eboçar um pequeno sorriso.

Lembro-me há alguns anos atrás, quando em alturas de eleições dava o "Tempo de Antena", era por esses partidos que não mudava de canal, talvez de uma forma sórdida como quando alguém pára para ver um acidente, mas havía uma beleza intrinsseca em ver gente como Mário Tomé, por exemplo, agarrar numas bandeirolas e na carrinha de caixa aberta e correr o país gritando a quem o quisesse ouvir (que não era muita gente) que precisavamos de mais postos de trabalho, de lutar contra a prepotência dos patrões, e toda aquela "lenga lenga" que já todos sabemos de cor e salteado que era pregada à classse operária na esperança de que, através de um súbito fenómeno de reflexo de Pavlov, aquela conversa transportasse o eleitorado para 1974/75 e a pessoas voltassem a acreditar que iam mudar o mundo, que iam faze-lo justo - entenda-se "justo", como dar às pessoas tudo aquilo a que pensam que têm direito, mesmo que para isso nada precisem fazer - humano, e harmonioso.

Esse "síndroma de Robin dos Bosques" era perfeitamente aceitável quando se tratavam de partidos de alguidar, com as sedes em casa das sogras e com "vaquinhas" entre os fieis e idealistas militantes para patrocinar o gasóleo. Aquele discurso era quase tão ignorado pelos maiores partidos (na altura PSD, PS; PCP e CDS) como era tolerado pelos mesmos numa espécie de acordo num jogo sujo. Cada um tem as suas armas e como esses partidos (PSR, Política XXI, UDP, peço desculpa se me esqueço de algum) não dispunham das mesmas que os grandes, era-lhes dada maior margem de manobra: usavam a demagogia até ao extremo, e até eram considerados "simpáticos" uma vez que não tendo qualquer hipótese de sequer saborear algum poder político podíam até prometer acabar com o trabalho e levar o país de férias para as Caraíbas.

Com o BE esses partidos ganharam força. Pessoalmente acho que mais por demérito do partido comunista do que por mérito dos próprios, mas a verdade é que esses partidos "inofensivos" com essas ideias "simpáticas" podem ter uma importância funcdamental nas próximas eleições legislativas. No entanto o discurso não "amadureceu" da mesma forma que o representatividade. Antes pelo contrário, o discurso do BE radicalizou-se: Francisco Louçã, um economista de créditos firmados e muito respeitado, cujo discurso inicial apesar de extremamente discutivel era relativamente interessante e coerente, tornou-se numa figura medíocre numa mistura entre a cassete de Carvalhas e a falta de substância de Paulo Portas.

"Táctica eleitoral" dizem uns!! Pessoalmente acredito que seja apenas uma táctica eleitoral, mas também desonestidade e falta de ética. Ou FL ficou definitivamente louco (opção menos provável, mas possível) ou não se apercebeu que o partido cresceu, e que as pessoas já o ouvem e, principalmente, que isso aumenta exponencialmente as possibilidades de as pessoas de futuro se lembrarem do que sai da sua boca. É fácil fazer promessas vãs quando a responsabilidade é de outros, mas quanto melhor for o resultado eleitoral do BE, maior a responsabilidade. Será que Louçã "os tem no sítio" de forma a responder à responsabilidade que o eleitorado lhe poderá dar?

Só o saberemos a 20 de Fevereiro se o PS não conseguir a tão badalada "maioria absoluta". Caso a maioria não se verifique, uma de duas coisas acontecerá: ou Louçã esquece 95% das suas promessas eleitorais (traindo assim o seu eleitorado) ou recusa coligar-se ao PS e verá certamente a sua influência diminuido acabando com a fé no "voto util" no BE que representa certamente metade do seu eleitorado. Caso não adopte um discruso sério, o BE não tem lugar na política portuguesa, só está a ocupar o lugar que a inoperância e rigidez do PCP deixou vago. A falta de seriedade desta campanha poderá levar o BE e Louçã a um grande crescimento nas urnas, mas efémero. O discurso coerente e responsável poderia levar o BE a substituir o PCP no panorama político nacional, mas de forma mais gradual. O partido eleitorado de Louçã já cresceu demasiado para as suas estruturas e principalmente para a qualidade dos seus políticos. Lembram-se do grande resultado de Manuel Monteiro nas penultimas eleições em que correu pelo PP. Por alguma razão foi o penultimo.

Apesar de as minhas ideias teres muito pouco em comum com as de Francisco Louçã, admirava o homem, porque lutava pelo que acreditava. Hoje em dia desprezo-o, porque tinha tudo para marcar uma diferença na política e sujou-se.

Salva-se Garcia Pereira, o ultimo moicano... que não vendeu os seus ideais por um bloco...

sábado, janeiro 29, 2005

Graças a Deus pelo Capitalismo!!!

O facto de se avizinhar uma (mais que) provável vitória da esquerda nas próximas eleições não me parece relevante para a questão. Não me parece que esta polémica em torno do apoio de Ricardo Araújo Pereira seja eminentemente política, nem parece que seja tão grave como PPM procurou insinuar ou tão simplista como RAP tenta demonstrar.

No entanto, e antes de mais, há uma ponto que me importa frisar: o que quer que ele diga, pense ou demonstre, é problema dele!!! Pode muito bem aparecer em tribunal como testemunha abonatória do Bibi ou discursar ao lado de Jean Marie Le Pen. Os seus dirieitos como cidadão são os mesmos que os meus enquanto estudante, os do padeiro e até os do Bibi. Naturalmente tratando-se de uma figura pública os seus actos terão repercussões na opinão que o público tem da sua pessoa. Mas certamente RAP tem consciência do que isso implica, e estará disposto a suportar as consequencias dos seus actos (positivas ou negativas).

Dito isto, o que me preocupa pessoalmente é que a ligação de RAP ao BE o possa comprometer no seu trabalho, que me delicia desde "O Perfeito Anormal" ( pois não estou interessado em nada mais que o seu trabalho). Térá RAP o mesmo à vontade para ridicularizar o discurso delirantemente absurdo e cada vez mais demagógico de Francisco Louçã no futuro? Continuará a gozar com os pretos, os homosexuais, os sem abrigo e os velhotes esclerosados da mesma forma que ridiculariza os empresários, os conservadores, os policias, a igreja e o poder instalado? Ou será mais orientado para determinadas ideias políticas? É essa a unica questão na minha cabeça...

Não vejo qualquer incompatibilidade entre as opiniões políticas de RAP e o seu trabalho. Talvez existam sim, incompatibilidades entre as suas pseudo-aspirações (que nunca vi demonstradas) e o seu trabalho. Felizmente (ironia das ironias) o mecanismo de funcionamento do mercado irá corrigir a situação da forma mais correcta. Se a obra não for comprometida pelas aspirações, o produto continuará a vender. Se por outro lado as implicações políticas da obra pesarem na sua produção a qualidade do produto diminuirá, diminuindo a procura e obrigando o produtor a fechar portas. Como qualquer detergente ou marca de pneus, o "Gato Fedorento" é uma produto e como qualquer produto inserido num mercado de concorrência perfeita (cada vez mais perfeita graças ao Cabo), se a qualidade diminuir os consumidores procurarão substitutos. Os patrocinadores desaparecerão , as vendas de de DVD's estagnarão.

Graças a Deus pelo Capitalismo!!!

No Coment....

Recentemente deu-se em Portugal um estrondoso e hilariante movimento de humor, levado a cabo por um grupo de jovens num país onde até na comédia há lobbies. Digamos que foi como uma lufada de ar fresco, isto poeticamente falando. Não nos enganemos, contudo, porque estou ciente e convicta que há muito boa gente que lhes acha piada apenas porque estão na moda, sem querer , de modo algum, retirar-lhes o mérito e sucesso merecido que alcançaram. Estou, como decerto já se aperecberam, a falar dos Gato Fedorento.
Não me cabe a mim desempenhar nenhum papel de Justiceira, até porque o próprio soube e muito bem defender-se. Ricardo Araújo Pereira foi recentemente alvo de uma polémica sem pés nem cabeça apenas por ter expressado a sua simpatia por um dos partidos da oposição.
Então de hoje em diante quem não for de esquerda (Não sei se isso abrange os canhotos...) não pode rir-se com aqueles tipos, o que do meu ponto de vista será excelente para eles, uma vez que se adivinha não sei se uma maioria absoluta de um dos partidos de Esquerda, mas uma vitória concerteza! Será somente mais uma derrota da feliz coligação dos mais Populares e Democratas partidos da Direita...

Eis mais um aniversário marcante no quotidiano português, o nascimento prematuro de um espaço opinativo sobre...nada.Como não faço parte das restrições comportamentais e idealistas impostas no comentário da mente criativa deste belo espaço, posso de belo grado dizer FODA-SE FINALMENTE POSSO ESCREVER FUNHOS E GATAFUNHOS CONTRA CACIQUES E CACIQUISMOS, CONTRA A ESQUERDA, CONTRA A DIREITA(POUCO) CONTRA OS CENTRISTAS, CONTRA TODOS AQUELES QUE ADORAM MINAR A NOSSA BELA NAÇÃO.Somos nós, a geração permanentemente embriagada, que vai mudar o destino do nosso país!Como?Perguntam voçês! Pá não sei.Deus está do nosso lado e a direita também!Com um golpe de sorte temos uma América daqui a 70 anos!Tudo pela nação nada contra a nação!

Bem, agora mais calmo, vamos ao que interessa. Gostaria de vos falar sobre um assunto pertinente na sociedade portuguesa, um assunto melindroso com todos os senãos e sem os"if"'s, um "matter" violento, insuportável para o coração.Preparem-se porque isto vai levantar boatos, críticas e muitas ameaças de morte. Por isso, ponho aqui e agora a minha vida em risco, a minha preciosa alma enriquecida pela literatura de direita, a minha carne alimentada por anos e anos de trabalho árduo num ginásio que nunca fui, mas sobretudo a minha mente adulterada(no seu sentido positivo)por ideais morais que nunca ou raramente cumpri.
Depois de tanta tagarela, e para ser o mais sucinto que nunca, vou finalmente vos falar daquilo porque tanto esperam.Aquele assunto polémico que vos havia prometido, um tema abonatório do fatalismo, a crítica por que muitos anseiam...
Amanhã é um melhor dia, depois digo-vos.

Dizer nada e nada dizer...

Parabéns pelo nascimento do mais recente blog: depende das opinães. Fui convidada a deixar a minha opinã e com alguma relutância aceitei o convite. Mas como sou desocupada de profissão e o tempo de sobra o meu instrumento de trabalho, decidi aceitar. Começo então por dizer nada. Dizer nada tem de facto muito que se lhe diga, certo?! Pois... a verdade é que não tenho mesmo nada para dizer. Contudo expressarei, e serei uma voz activa neste Blog sempre que achar necessário e pertinente as minhas opiniães.
Aquele Abraço e com licença...

POIS DEPENDE

Benvindo à estrondosa inauguaração do "Depende das Opiniães". Isto aqui, portanto, serve para... já se sabe. É aquela coisa, dar as opiniães das pessoas, como quem diz, comentar... naquela...
Pah, quem quiser comenta, quem não quiser, lê. Quem não quiser mesmo não entra no blog.
O que interessa é que o mundo (e quem sabe Portugal) há muito que precisava de um espaço de opinião como este onde os grandes líderes mundiais pudessem discutir os assuntos mais permentes da actualidade à margem do modelo ultrapassado das Nações Unidas. No entanto, por dificuladades de calendário (estavam convocados paras as respectivas selecções), estes líderes gentilmente declinaram o nosso convite pelo que provisoriamente neste blog encontraremos todo o tipo de merdas que me vierem à cabeça, e já agora de quem quiser colaborar desde que não sejam lagartos, tripeiros ou paneleiros (já que normalmente as duas primeiras implicam a terceira); Ex-Comentadores da TVI ou Candidatos presidenciais; míopes, coxos, manetas ou punhetas; marxistas, maoistas ou presidentes da Comissão Europeia. e finalmente pessoas que possuam o DVD do Gato Fedorento não Pirateado (portanto, patrocinadoras do BE). São abertas excepções mas apenas no caso excepcional de as pessoas quererem.
Aquele Abraço!!!

 
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